Dr. Renato Garcia

Suplementos alimentares para os olhos

olho seco

Há tempos a ciência reconhece o papel da alimentação adequada na saúde ocular. Em 2001 o clássico estudo da doença macular relacionada à idede (DMRI), conhecido pela sigla em inglês AREDS, foi o primeiro a identificar que uma combinação de antioxidantes (zinco, cobre, ômega-3 e carotenoides, como luteína e zeaxantina, além das vitaminas C e E) era capaz de baixar em 25% o risco do avanço da DMRI. Hoje, a fórmula do AREDS é recomendada a pessoas com DMRI, pois a suplementação foi a única alternativa para suprir as altas doses de nutrientes necessárias para deter a progressão da doença que pode levar à cegueira.

olho seco

Outra afecção ocular em que os pacientes se beneficiam de suplementos alimentares é o olho seco. Aquelas sensações desagradáveis de que os olhos estão cheios de areia, avermelhados, ardendo e sensíveis à luminosidade, que pioram nos ambientes com ar condicionados ou após o uso prolongado do computador, podem ser sintomas da chamada Síndrome do Olho Seco. Este distúrbio, que afeta milhões de pessoas, é uma doença multifatorial podendo ser decorrente de uma produção insuficiente ou inadequada da lágrima, de fatores ambientais ou secundária ao uso de lentes de contato ou de determinadas interações medicamentosas.
A lágrima é composta por dezenas de componentes além da água e por isso quando o equilíbrio entre eles é alterado os sintomas podem se manifestar mesmo com os olhos lacrimejando. A incidência do problema aumenta com a idade, como consequência de uma perda progressiva da capacidade de produzir a lágrima e é maior entre as mulheres, principalmente por conta das alterações hormonais da menopausa.
Uma vez confirmado o diagnóstico da Síndrome do Olho Seco pelo oftalmologista, o tratamento será feito de acordo com a gravidade do caso e poderá ir desde a higiene ocular com produtos específicos, passando pelo uso de lágrimas artificiais, preferencialmente sem conservantes, e suplementação vitamínica especialmente formulada com uma combinação equilibrada de ômega 3 e 6, podendo chegar até mesmo a procedimentos cirúrgicos.

Onde encontramos na alimentação compostos benéficos para a visão:

Omega-3: presente nos peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum, ajuda a lubrificar os olhos e mantém a integridade das células da retina.

Omega-6: é detectado nos óleos vegetais, nos ovos e em sementes. Tem um papel semelhante ao do ômega-3 no combate e na prevenção à síndrome do olho seco.

Luteína e zeaxantina: da família dos carotenoides, estão na alface, no brócolis, na rúcula, na gema de ovo e no milho. Atuam como antioxidantes na retina e nas lentes oculares.

Zinco: itens ricos no mineral, como carne, frutos do mar, leguminosas, oleaginosas e pescados, auxiliam a vitamina A a fazer melanina, que afasta a cegueira noturna.

Cobre: está nos cereais integrais, nas frutas secas, nas nozes, nas ostras e nos mariscos. Sua função é evitar a morte de células no fundo do olho e a degeneração macular.

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista  –  Tratamento do olho seco

Rua Teixeira da Silva, 34 Cj. 83 – Paraíso –  São Paulo -SP
Telefone: (11) 3083-5249/4371-5259

Falso Estrabismo

Falso Estrabismo

Estrabismo é o termo médico usado para indicar um desvio ocular, mas nem sempre é real. Durante os primeiros meses de vida da criança os olhos podem apresentar movimentos desordenados para dentro ou para fora. Quando um bebê começa a focalizar melhor as imagens, aproximadamente aos quatros meses de idade, os olhos ficam alinhados na maior parte do tempo.

A preocupação dos pais é natural, olhos desviados devem ser tratados, pois caso contrário pode ocorrer perda da visão total ou parcial em um deles. Entretanto, a aparência de estrabismo pode ser uma ilusão criada pela base larga do nariz ou por dobras da pele das pálpebras (epicanto) que cobrem a parte branca do olho próximo nariz, dando uma sensação de desvio, especialmente quando a criança olha para os lados.

Falso Estrabismo

A falsa aparência de estrabismo é chamada pseudoestrabismo e vai desaparecendo com a idade, conforme a prega nasal se estreita e as dobras da pálpebra desaparecem. Já o estrabismo verdadeiro não melhora com o crescimento e é necessário tratamento para corrigir o desvio e permitir que a visão normal seja desenvolvida em ambos os olhos.

O estrabismo não deve ser ignorado e um simples exame pode ajudar a evitar perda da visão. Portanto, leve seu filho ao oftalmologista. Uma criança cujo olhos estão verdadeiramente desviados usará somente um dos olhos de cada vez para evitar ver duplo. O olho desviado pode não desenvolver boa visão e ficar amblíope (olho preguiçoso), a menos que a criança use tampão no olho bom. A detecção precoce (até os 7 anos de idade) da ambliopia é importante para o sucesso do tratamento.

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista especialista

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Miopia

miopia

miopia

A miopia tem um caráter hereditário e, geralmente, o grau vai aumentando até estabilizar perto dos 21 anos, independente do uso de óculos ou lentes de contato, que apenas corrigem a visão embaçada e não curam a miopia.
O grau da miopia afeta sua capacidade de focar objetos distantes. Pessoas com miopia grave podem ver claramente apenas objetos a poucos centímetros de distância, enquanto aqueles com miopia leve podem ver claramente os objetos até vários metros de distância. Os sintomas de miopia podem incluir:
• Visão embaçada quando se olha para objetos distantes
• A necessidade de apertar os olhos ou parcialmente fechar as pálpebras para ver claramente
• Dores de cabeça causadas por fadiga ocular excessiva
• Dificuldade ao dirigir um veículo, especialmente à noite.
Os princimais métodos de tratamento da baixa acuidade visual provocada pela miopia são os óculos, lentes de contato e a cirurgia refrativa.

 

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Médico Oftalmologista especialista – Miopia

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Crosslinking da córnea

Crosslinking

Crosslinking da córnea

 

crosslinking da córnea tem importante papel no tratamento do ceratocone, prevenindo sua progressão através do fortalecimento biomecânico da córnea. O crosslinking da córnea consiste em fazer uma raspagem do epitélio da córnea seguido da aplicação de riboflavina em gotas. Após 30 minutos procede-se a aplicação da luz UV-A por 10 minutos. Atualmente, aparelhos de última geração permitem a aplicação da luz ultravioleta em 10 minutos – técnica conhecida como crosslinking acelerado.

Crosslinking da córnea

Crosslinking da córnea

 

O resultado desta modalidade de tratamento do ceratocone é o surgimento de mais ligações covalentes no estroma da córnea, o que aumenta sua resistência mecânica (endurecimento). Com isso, muitos pacientes permanecem em estágios iniciais da doença, evitando a evolução para transplante de córnea.

Crosslinking

Crosslinking

É importante ressaltar que o tratamento do ceratocone com o crosslinking está indicado apenas se houver progressão do ceratocone em 6 meses. Dados como a ceratometria e a refração do paciente são comparados neste período para avaliar a necessidade do crosslinking. Os casos ideais para tratamento com crosslinking são os pacientes que apresentam estágios leves a moderados de ceratocone, pois torna-se possível manter a qualidade de visão corrigida sem outros procedimentos mais invasivos. No entanto, estudo recentes demonstraram benefícios do crosslinking até em casos de ceratocone avançado.

 

 

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Médico Oftalmologista especialista – Ceratocone – Crosslinking

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Entrevista Dr. Renato Garcia

crianças no oftalmologista

Crianças no oftalmologista

criança no oftalmologista

Quando levar nossos filhos ao oftalmologista?

O primeiro exame oftalmológico deve ser realizado antes do primeiro ano de vida.

Avaliação oftalmológica na infância

Avaliação oftalmológica na infância

 

Sabe-se que os primeiros anos de vida são os mais importantes no desenvolvimento da visão. Nesta fase, o sistema nervoso central deve receber a melhor informação visual possível para que os neurônios relacionados à visão sejam desenvolvidos. Caso contrário, ocorre a ambliopia, que significa o não desenvolvimento da visão parcial ou total pelo resto da vida.

Já na maternidade é realizado obrigatoriamente o Teste do Olhinho, por um pediatra treinado. Trata-se do primeiro exame oftalmológico da infância. Um reflexo vermelho homogêneo, simétrico e regular deve ser visto em ambos os olhos. Se houver dificuldade em detectar o reflexo vermelho, a criança deve ser examinada pelo oftalmologista com exames mais específicos, para verificar precocemente eventuais doenças oculares, como catarata, glaucoma, opacidade da córnea, hemorragias no vítreo, e tumores intra-oculares, entre outros.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica recomenda que o acompanhamento oftalmológico das crianças deve ser semestral até os 2 anos de idade e, a partir daí, anual até os 10 anos, quando temos uma completa sedimentação da via neural relacionada ao sistema ocular.

Teste do Olhinho

Teste do Olhinho

As principais doenças oftalmológicas que acometem crianças são as ametropias ( hipermetropia, miopia e astigmatismo ), o estrabismo e a ambliopia.

Os exames realizados numa criança que ainda não sabe explicar verbalmente o que sente ou vê são baseados em testes objetivos, avaliando a presença ou não de patologias e da necessidade ou não de óculos (por miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo), dentre outros tratamentos, como uso de tampão.

 

Uso de óculos em crianças

Criança usando óculos

 

Criança usando óculos e tampão

Criança usando óculos e tampão

 

A partir dos 3 anos de idade a criança já passa a conseguir dar algumas informações, o que torna o exame ainda mais preciso.

Existem alterações que os pais podem observar precocemente na visão dos filhos que merecem cuidado imediato:

Avaliação oftalmológica na infância

Sinais de alerta na avaliação oftalmológica das crianças

•Caso note que a criança não acompanha os movimentos dos objetos e da luz ao seu redor ainda na fase não verbal, é preciso consultar um oftalmologista imediatamente.

•Caso, ao fazer uma foto da criança, a pupila (parte preta do olho) apareça branca, pode significar que há opacidade dos meios transparentes.

•Nas primeiras semanas de vida, é normal a criança parecer estrábica (vesga) pois não tem coordenação motora ocular para manter os olhos alinhados. A partir dos 6 meses, se os olhos da criança ainda parecem desalinhados é preciso consultar o oftalmologista. Estrabismo, se não tratado a tempo e corretamente pode se transformar numa perda permanente. O oftalmologista pode indicar o uso de tampão, óculos e, em alguns casos, cirurgia.

•Coceira ou ficar muito perto da TV, podem ser sinais de necessidade de óculos para a criança.

•Por fim, a baixa visão em uma criança pode se traduzir, muitas vezes, na dificuldade de aprendizado e de atenção. É fundamental, portanto, nestes casos, a verificação da saúde ocular anteriormente à investigação psicológica e cognitiva.

 

 

 

 

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista 

Rua Teixeira da Silva, 34 Cj. 83 – Paraíso –  São Paulo -SP
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Cirurgia de Catarata

Catarata

Antigamente, era necessário esperar a catarata ficar “madura”, ou seja, avançada, para a realização da cirurgia. Hoje em dia, com as modernas técnicas e aparelhos, a recomendação é que a cirurgia seja indicada nas fases iniciais da catarata, pois o procedimento torna-se  mais  fácil e seguro. Além disso, o tempo de recuperação é menor quando a cirurgia da catarata é realizada nos estágios iniciais. Portanto, o recomendável é que a cirurgia de catarata seja realizada logo que os primeiros sintomas apareçam.

 

Dúvidas em cirurgia de catarata:

O que é catarata?

Catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e que se localiza dentro do olho.

Catarata

Catarata

Quais são os sintomas da catarata?

Quando o cristalino fica opaco (catarata), a imagem não se forma adequadamente na retina e a visão fica borrada, como se houvesse uma névoa atrapalhando a visualização das imagens. Em seu grau máximo a catarata leva à cegueira, que é totalmente reversível após a cirurgia.

Catarata

Catarata

Qual idade mais frequente para ter catarata?

A catarata mais comum é a senil, que aparece por volta dos 60 anos, mas nada impede de um paciente mais jovem ter a doença. A catarata também pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.

 

Como é feita a cirurgia (retirada) da catarata?

A catarata é fragmentada em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com uma ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultrassom e faz, simultaneamente, a emulsificação e a retirada, por meio de sucção dos fragmentos da catarata. Após a retirada de toda a catarata, é implantada uma lente intra-ocular, que pode ser dobrável (flexível) ou não dobrável (rígida). Nesta técnica, é realizada uma pequena incisão de aproximadamente 2,20mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante. O tempo da cirurgia varia de 15 a 30 minutos.

 

Catarata

Cirurgia de catarata

 

A cirurgia de catarata é feita com laser?

Recentemente surgiu no mercado oftalmológico um laser capaz de realizar alguns passos da cirurgia de catarata, mas ainda é necessário o uso do facoemulsificador para retirada da catarata. Essa tecnologia necessita de mais estudos e aprimoramento para tornar-se segura e eficaz a todos os pacientes com catarata.

 

É necessário implantar uma lente na cirurgia de catarata?

Sim. As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada,  promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

Catarata

Implante da Lente Intra-ocular

 

Como é feita a anestesia em uma cirurgia de catarata?

A anestesia é tópica, ou seja, com colírios e anestésicos intraoculares. Associado ao anestésico local realizamos sedação para reduzir o grau de ansiedade e permitir maior conforto ao paciente durante a cirurgia. Um grande número de pacientes submetidos à sedação chegam  a dormir durante a cirurgia de catarata. Após a cirurgia o paciente recebe alta em aproximadamente 2 horas.

 

É preciso dar pontos na cirurgia de catarata?

A cirurgia de catarata é realizada através de uma pequena incisão de aproximadamente 2,20 mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante. No entanto, caso o oftalmologista especialista nesta cirurgia ache necessário dar um ponto na incisão, o mesmo poderá ser removido em poucos dias.

 

Como é a recuperação após a cirurgia de catarata?

O pós-operatório da cirurgia de catarata é muito tranquilo e indolor. Após o realização da cirurgia de catarata pelo especialista, o paciente recupera-se rapidamente do efeito dos sedativos e recebe alimentação leve para logo deixar o hospital e ir para casa. O paciente recebe alta com um tampão acrílico transparente para proteção e orientação de uso de um colírio que contem antibiótico e anti-inflamatório. Após a cirurgia de catarata, a visão apresenta melhora rápida e em poucos dias atinge sua normalidade. Recomenda-se também, não pegar peso e a não entrar em piscinas e mar por aproximadamente 30 dias.

 

É possível corrigir o grau dos óculos com a cirurgia de catarata?

Sim.  As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada,  promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

 

A lente-intraocular pode ser rejeitada pelo olho?

As lentes intraoculares, implantadas após a retirada da catarata, já são feitas para não haver rejeição. Não há necessidade de troca ao longo da vida, por isso a importância de colocar uma lente de boa qualidade. Caso seja necessário por algum motivo realizar uma troca de lente intraocular, é necessário que se faça outra cirurgia.

 

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Médico Oftalmologista  –  Catarata

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Dúvidas em cirurgia de catarata

Catarata

Antigamente, era necessário esperar a catarata ficar “madura”, ou seja, avançada, para a realização da cirurgia. Hoje em dia, com as modernas técnicas e aparelhos, a recomendação é que a cirurgia seja indicada nas fases iniciais da catarata, pois o procedimento torna-se  mais  fácil e seguro. Além disso, o tempo de recuperação é menor quando a cirurgia da catarata é realizada nos estágios iniciais. Portanto, o recomendável é que a cirurgia de catarata seja realizada logo que os primeiros sintomas apareçam.

 

Dúvidas em cirurgia de catarata:

O que é catarata?

Catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e que se localiza dentro do olho.

Catarata

Catarata

Quais são os sintomas da catarata?

Quando o cristalino fica opaco (catarata), a imagem não se forma adequadamente na retina e a visão fica borrada, como se houvesse uma névoa atrapalhando a visualização das imagens. Em seu grau máximo a catarata leva à cegueira, que é totalmente reversível após a cirurgia.

Catarata

Catarata

Qual idade mais frequente para ter catarata?

A catarata mais comum é a senil, que aparece por volta dos 60 anos, mas nada impede de um paciente mais jovem ter a doença. A catarata também pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.

 

Como é feita a cirurgia (retirada) da catarata?

A catarata é fragmentada em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com uma ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultrassom e faz, simultaneamente, a emulsificação e a retirada, por meio de sucção dos fragmentos da catarata. Após a retirada de toda a catarata, é implantada uma lente intra-ocular, que pode ser dobrável (flexível) ou não dobrável (rígida). Nesta técnica, é realizada uma pequena incisão de aproximadamente 2,20mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante. O tempo da cirurgia varia de 15 a 30 minutos.

 

Catarata

Cirurgia de catarata

 

A cirurgia de catarata é feita com laser?

Recentemente surgiu no mercado oftalmológico um laser capaz de realizar alguns passos da cirurgia de catarata, mas ainda é necessário o uso do facoemulsificador para retirada da catarata. Essa tecnologia necessita de mais estudos e aprimoramento para tornar-se segura e eficaz a todos os pacientes com catarata.

 

É necessário implantar uma lente na cirurgia de catarata?

Sim. As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada,  promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

Catarata

Implante da Lente Intra-ocular

 

Como é feita a anestesia em uma cirurgia de catarata?

A anestesia é tópica, ou seja, com colírios e anestésicos intraoculares. Associado ao anestésico local realizamos sedação para reduzir o grau de ansiedade e permitir maior conforto ao paciente durante a cirurgia. Um grande número de pacientes submetidos à sedação chegam  a dormir durante a cirurgia de catarata. Após a cirurgia o paciente recebe alta em aproximadamente 2 horas.

 

É preciso dar pontos na cirurgia de catarata?

A cirurgia de catarata é realizada através de uma pequena incisão de aproximadamente 2,20 mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante. No entanto, caso o oftalmologista especialista nesta cirurgia ache necessário dar um ponto na incisão, o mesmo poderá ser removido em poucos dias.

 

Como é a recuperação após a cirurgia de catarata?

O pós-operatório da cirurgia de catarata é muito tranquilo e indolor. Após o realização da cirurgia de catarata pelo especialista, o paciente recupera-se rapidamente do efeito dos sedativos e recebe alimentação leve para logo deixar o hospital e ir para casa. O paciente recebe alta com um tampão acrílico transparente para proteção e orientação de uso de um colírio que contem antibiótico e anti-inflamatório. Após a cirurgia de catarata, a visão apresenta melhora rápida e em poucos dias atinge sua normalidade. Recomenda-se também, não pegar peso e a não entrar em piscinas e mar por aproximadamente 30 dias.

 

É possível corrigir o grau dos óculos com a cirurgia de catarata?

Sim.  As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada,  promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

 

A lente-intraocular pode ser rejeitada pelo olho?

As lentes intraoculares, implantadas após a retirada da catarata, já são feitas para não haver rejeição. Não há necessidade de troca ao longo da vida, por isso a importância de colocar uma lente de boa qualidade. Caso seja necessário por algum motivo realizar uma troca de lente intraocular, é necessário que se faça outra cirurgia.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

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Médico Oftalmologista  –  Catarata

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Criança no oftalmologista

Avaliação oftalmológica na infância

Muitas crianças só são levadas ao oftalmologista após apresentarem dificuldade de enxergar a lousa em sala de aula na fase escolar. No entanto, o primeiro exame oftalmológico deve ser realizado antes do primeiro ano de vida.

Avaliação oftalmológica na infância

Avaliação oftalmológica na infância

 

Sabe-se que os primeiros anos de vida são os mais importantes no desenvolvimento da visão. Nesta fase, o sistema nervoso central deve receber a melhor informação visual possível para que os neurônios relacionados à visão sejam desenvolvidos. Caso contrário, ocorre a ambliopia, que significa o não desenvolvimento da visão parcial ou total pelo resto da vida.

 

Já na maternidade é realizado obrigatoriamente o Teste do Olhinho, por um pediatra treinado. Trata-se do primeiro exame oftalmológico da infância. Um reflexo vermelho homogêneo, simétrico e regular deve ser visto em ambos os olhos. Se houver dificuldade em detectar o reflexo vermelho, a criança deve ser examinada pelo oftalmologista com exames mais específicos, para verificar precocemente eventuais doenças oculares, como catarata, glaucoma, opacidade da córnea, hemorragias no vítreo, e tumores intra-oculares, entre outros.

 

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica recomenda que o acompanhamento oftalmológico das crianças deve ser semestral até os 2 anos de idade e, a partir daí, anual até os 10 anos, quando temos uma completa sedimentação da via neural relacionada ao sistema ocular.

Teste do Olhinho

Teste do Olhinho

As principais doenças oftalmológicas que acometem crianças são as ametropias ( hipermetropia, miopia e astigmatismo ), o estrabismo e a ambliopia.

Os exames realizados numa criança que ainda não sabe explicar verbalmente o que sente ou vê são baseados em testes objetivos, avaliando a presença ou não de patologias e da necessidade ou não de óculos (por miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo), dentre outros tratamentos, como uso de tampão.

 

Uso de óculos em crianças

Criança usando óculos

 

Criança usando óculos e tampão

Criança usando óculos e tampão

 

A partir dos 3 anos de idade a criança já passa a conseguir dar algumas informações, o que torna o exame ainda mais preciso.

Existem alterações que os pais podem observar precocemente na visão dos filhos que merecem cuidado imediato:

Avaliação oftalmológica na infância

Sinais de alerta na avaliação oftalmológica das crianças

•Caso note que a criança não acompanha os movimentos dos objetos e da luz ao seu redor ainda na fase não verbal, é preciso consultar um oftalmologista imediatamente.

•Caso, ao fazer uma foto da criança, a pupila (parte preta do olho) apareça branca, pode significar que há opacidade dos meios transparentes.

•Nas primeiras semanas de vida, é normal a criança parecer estrábica (vesga) pois não tem coordenação motora ocular para manter os olhos alinhados. A partir dos 6 meses, se os olhos da criança ainda parecem desalinhados é preciso consultar o oftalmologista. Estrabismo, se não tratado a tempo e corretamente pode se transformar numa perda permanente. O oftalmologista pode indicar o uso de tampão, óculos e, em alguns casos, cirurgia.

•Coceira ou ficar muito perto da TV, podem ser sinais de necessidade de óculos para a criança.

•Por fim, a baixa visão em uma criança pode se traduzir, muitas vezes, na dificuldade de aprendizado e de atenção. É fundamental, portanto, nestes casos, a verificação da saúde ocular anteriormente à investigação psicológica e cognitiva.

 

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

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Médico Oftalmologista – Avaliação Oftalmológica na Infância

Lentes de contato esclerais

Lente de Contato Escleral

As lentes esclerais são lentes de contato maiores que se apóiam principalmente na esclera, o que as diferenciam das lentes de contato usuais que tem seu principal apoio na periferia da córnea.

Lente de contato escleral

Lente de apoio na córnea à esquerda e lente de apoio na esclera à direita

Lente de Contato Escleral

Lente Escleral

Lente de Contato Escleral

Lente Escleral

As lentes esclerais foram desenvolvidas para pessoas portadoras de córneas irregulares, degeneração marginal pelúcida, ceratoplastias penetrantes, pós LASIK e RK e, principalmente, ceratocone. Devem ser usadas como uma alternativa para aqueles que tem dificuldade em adaptar as lentes rígidas gás permeáveis (RGPs) corneanas e que não tem bom resultado com lentes gelatinosas especiais para ceratocone.

O espaço entre a córnea e a lente escleral é preenchido pelo “filme lacrimal”, propiciando uma adaptação muito mais confortável, mesmo em pacientes que possuem muita sensibilidade. A lente escleral é uma lente de contato rígida gás permeável, com alto índice de permeabilidade ao oxigênio, o que permite uso por 12 horas contínuas.

Lente de Contato Escleral

Lente Escleral

Quando há uma boa adaptação do paciente à lente escleral, automaticamente se afasta a necessidade do transplante de córnea.

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

 Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista – Lentes Esclerais