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Catarata

Catarata total

Catarata

Catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e  localiza-se dentro do olho.

Quando o cristalino fica opaco, a imagem não se forma  adequadamente na retina, e ocorre queixa de que  a visão está borrada, como se houvesse uma névoa.

Catarata

Visão com catarata

A catarata aparece naturalmente nas pessoas com idade acima dos 55 anos, mas pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.
Muitas vezes o portador de catarata não percebe a piora da visão que pode ser de forma lenta e progressiva. É comum pessoas idosas modificarem seus hábitos de vida, ficando mais em suas casas e praticando menos atividade sociais por tornarem-se inseguros com a baixa de visão ocasionada pela catarata. Outros, por sua vez, subestimam a diminuição da visão e acabam sendo vítimas de acidentes como quedas, que podem ser trágicas para um idoso. Devemos, portanto, entender que não é normal um idoso enxergar menos só por conta da idade. Para isso, um exame  oftalmológico periódico pode proporcionar melhora na qualidade de vida através da preservação adequada da saúde ocular,  detectando a catarata.

Catarata

Cirurgia de Catarata

O oftalmologista especialista em cirurgia da catarata faz a cirurgia  removendo o cristalino opaco (catarata) através da técnica de faco-emulsificação ( FACO ) e implante de uma lente intra-ocular no lugar da catarata.

 Leia mais sobre catarata

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata

Check-up oftalmológico

oftalmologista

Check-up oftalmológico: Prevenção é o melhor caminho para boa saúde ocular

 

Periodicamente, é necessário fazer uma análise completa da saúde de nossos olhos. Há várias doenças que se desenvolvem silenciosamente e quando diagnosticadas precocemente podem ser revertidas ou tratadas de forma eficaz.

As dificuldades de visão que se manifestam em diferentes fases da vida vão além das distorções refracionais e da catarata. Às vezes, podem instalar-se sem dar sinais, mas exames de rotina têm capacidade de detectá-los e monitorar seu desenvolvimento para que seja o menos impactante possível como, por exemplo, no glaucoma. Glaucoma é a causa do maior número de cegueiras irreversíveis no mundo e raramente dá sinais perceptíveis de sua evolução. O descolamento de retina é outra situação que não emite sinais prévios e quando aparece exige atendimento urgente sob o risco de perda irreversível de visão.

O ideal é definir uma época do ano para realizar os exames de rotina no oftalmologista (check up) e acompanhar com tranquilidade a evolução da saúde ocular .

A primeira avaliação deve ocorrer ainda na maternidade, com o teste do olhinho. Este teste é feito para descartar a existência de qualquer fator de obstrução à passagem da luz, como ocorre na catarata congênita, etc.

Antes de completar um ano, a criança deve visitar o oftalmologista para avaliar se apresenta estrabismo e erros de refração.

Se os exames estiverem normais, um retorno ao oftalmologista a cada ano é suficiente. Caso a criança for usuária de óculos ou apresentar alguma outra irregularidade, o ideal é visitar o oftalmologista a cada seis meses.

Entre os 13 e os 30 anos de idade, a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo são frequentes. A manifestação de irregularidades visuais como o ceratocone, irregularidade não-inflamatória que altera o formato da córnea e gera dificuldades para enxergar, também é comum nesta fase da vida, devendo ser acompanhado de perto pelo oftalmologista.

Quando chegam os 40 anos de idade, a visita ao oftalmologista deve-se, principalmente, à dificuldade para perto, chamada de presbiopia, a popular vista cansada.

Aos 60 anos o diagnóstico de catarata é um risco real de cegueira, porém reversível a partir de uma cirurgia que consiste no implante de lentes intraoculares que permitem o retorno de boa visão. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a cada ano, cerca de 600 mil brasileiros, recebem um diagnóstico de catarata. Além da catarata, o glaucoma e a DMRI (degeneração macular relacionada à idade) são outras causas de cegueira que geralmente aparecem com maior frequência nesta faixa etária.

Portanto, o check-up oftalmológico não é apenas um conjunto de exames, e sim  uma avaliação da saúde ocular global do indivíduo, das peculiaridades de seu trabalho (computador, ar condicionado), seu estilo de vida(esportes, lentes de contato) e seus fatores de risco (diabetes, glaucoma), com objetivo de bem-estar e promoção da saúde ocular.

 

 

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista 

Ptose palpebral

Ptose Palpebral

A ptose palpebral é a queda da pálpebra superior, podendo ser de origem congênita ou adquirida. O normal é que a pálpebra superior cubra apenas de 1 a 2 mm da porção superior da córnea. A queda ou ptose da pálpebra, além do comprometimento estético, pode diminuir o campo de visão. Veja os exemplos abaixo:

ptose da pálpebra

Ptose palpebral

ptose palpebral

Ptose da pálpebra

 

A sintomatologia irá depender da intensidade da queda da pálpebra:

– Assintomática

– Dificuldade visual

– Peso sobre os olhos

– Posição anômala de cabeça

– Ambliopia ou olho preguiçoso

 

Muitas vezes o paciente, de forma inconsciente, tenta compensar a queda da pálpebra por meio da contração da musculatura frontal elevando os supercílios e produzindo sulcos horizontais na fronte(testa). Se você acha que pode ter ptose, compare uma foto recente com outra de 10 a 20 anos atrás e você poderá ver a diferença da posição palpebral.

Causas da ptose palpebral:

Ptose Palpebral Congênita

A ptose palpebral congênita é aquela onde a criança já nasce com a ptose e, em geral é causada por uma distrofia do músculo elevador da pálpebra, ou por uma paralisia do nervo. A ptose palpebral congênita pode impedir a função visual quando a pálpebra fica abaixo da pupila. A cirurgia pode ser realizada no bebê, caso fique comprovado o comprometimento visual ou quando os pais percebem que a criança tem limitações na posição da cabeça ou mau desenvolvimento social e escolar.

 

Ptose Palpebral Adquirida

A ptose palpebral adquirida é aquela onde a queda da pálpebra ocorre após o nascimento, podendo ser originária de várias causas como:

            

                  Involucional ou senil: Ocorre principalmente a partir dos 60 anos de idade. Resulta da desinserção do tendão do músculo elevador da pálpebra superior da face anterior do tarso. A função do músculo elevador é boa e a prega palpebral encontra-se alta. Esse tipo de ptose palpebral pode ocorrer em pacientes mais jovens após traumas ou cirurgias oculares, quando também pode ocorrer desinserção do músculo elevador da pálpebra.

                 Miopatias: miopati mitocondrial, miastenia grave, distrofia miotônica.

                 Origem neurogênica: paralisia do III par por AVC ou traumatismo crâniano

                 Trauma palpebral ou de órbita

                 Causa mecânica: tumores ou cicatrizes em conjuntivas

Existe ainda uma condição considerada pseudoptose e pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais freqüente nos pacientes acima de 50 anos. Ocorre pelo excesso de pele nas pálpebras (que se chama dermatocálase) que promove um aumento de peso nas pálpebras superiores causando diminuição do campo visual superior e lateral, o que interfere na qualidade da visão.

 

Tratamento da ptose palpebral

O tratamento, na maioria dos casos, é cirúrgico. O tratamento cirúrgico da ptose palpebral pode ser por motivos estéticos(Figura ptose 1 e 2) e ou funcionais, quando há interferência na visão do paciente.

ptose da pálpebra

Ptose antes da cirurgia

pós operatório de correção de ptose

Após cirurgia para corrigir a ptose palpebral

 

Na ptose palpebral congênita a cirurgia deve ser realizada precocemente quando existir risco de ambliopia devido à queda da pálpebra acentuada.

Existem várias técnicas para a correção cirúrgica da ptose palpebral. Deve-se também avaliar a função do músculo elevador da pálpebra e do músculo frontal, assim como a posição da pálpebra ao se olhar para baixo, a posição da prega palpebral e outros sinais associados.

Normalmente o pós-operatório da correção da ptose pálpebral é muito simples.

Um cuidado especial deve ser tomado quando da avaliação do fechamento palpebral pois em alguns casos o paciente pode apresentar fechamento incompleto das pálpebras devido a uma hipercorreção. Nesse caso fazem-se necessárias algumas medidas como remoção de sutura e massagens no pós-operatório.

No caso de ter havido hipocorreção, uma segunda cirurgia somente poderá ser indicada após decorridos seis meses.

A correção cirúrgica da ptose palpebral estará contra-indicada nos casos onde a ptose possa ser transitória, como por exemplo quando ela deriva de certas doenças sistêmicas. Nesses casos a doença sistêmica sim, é que de fato deve ser clinicamente tratada.

A ptose palpebral tambem pode ocorrer após uso proongado de lentes de contato, por possível inflamação do músculo elevador da pálpebra superior. Nestes casos, a interrupção do uso da lente de contato por um grande período é a melhor forma de tratamento. Casa não melhore, lançamos mão do tratamento cirúrgico.

Frequentemente a ptose palpebral acompanha os casos de excesso de pele nas pálpebras e deverão ser corrigidas no momento da blefaroplastia pelo oftalmologista Especialista em Cirurgia Plástica Ocular ou Oculoplastia que é o profissional que melhor conhece a anatomia e o funcionamento das pálpebras para preservar a saúde ocular.

 

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista – Tratamento da ptose palpebral

Rua Teixeira da Silva, 34 Cj. 83 – Paraíso –  São Paulo – SP
Telefone: (11) 3083-5249/4371-5259

Ceratocone

Ceratocone é uma doença da córnea não inflamatória, progressiva e assimétrica. A córnea perde a forma esférica, tornando-se pontuda e cada vez mais fina na região do cone (vídeo 1). À medida que a córnea torna-se afilada e com topografia irregular, o paciente percebe redução da visão, que pode ser moderada ou avançada.


Video 1: ceratocone

Nenhuma teoria explica completamente os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone, mas sabe-se que se trata de uma doença degenerativa hereditária. Além disso, pacientes alérgicos com hábito de coçar os olhos tem mais chance de desenvolver ceratocone na adolescência. A coceira e a atopia estão presentes em cerca de 20% dos pacientes com ceratocone.

Muitas pessoas não percebem que tem ceratocone, pois este se inicia como miopia e ou astigmatismo, podendo ou não progredir para casos avançados. Freqüentemente ocorrem modificações no grau dos óculos e os pacientes relatam visão borrada com sombra ao lado das imagens (figura 1 e 2).

Ceratocone

Fig. 1: Visão normal

Ceratocone

Fig. 2: Visão borrada por ceratocone

O ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, por volta dos 16 anos e raramente se desenvolve após os 30 anos de idade. O ceratocone afeta homens e mulheres em igual proporção e em 90% dos casos afeta ambos os olhos.

O diagnóstico em sua fase inicial é bem difícil de ser feito, necessitando de exames oftalmológicos complementares, como a topografia e paquimetria corneana. Em estágios mais avançados, a topografia, ajuda a controlar a evolução do “cone”, bem como a paquimetria ultra-sônica que, mostra o seu afilamento. O exame oftalmológico deve ser anual ou semestral de acordo com a indicação do oftalmologista especialista em ceratocone. (Figura 3 e 4 )

ceratocone

Fig. 3: Afilamento da córnea

ceratocone

Fig. 4: Topografia Corneana

Tratamento do ceratocone:

Na fase inicial do ceratocone a troca de óculos ocorre com maior freqüência e se eles não são capazes de melhorar a visão pode-se adaptar lentes de contato. As lentes de contato rígidas apresentam a características de fornecerem a melhor visão aos pacientes com ceratocone. Recentemente foram lançadas lentes de contato gelatinosas e lentes esclerais apropriadas para o tratamento do ceratocone.
Quando o uso da lente de contato já não é mais satisfatória, pode-se avaliar a possibilidade de implante de anel intra-estromal, cujo objetivo é aplanar novamente a área central corneana. Isso permite ao paciente com ceratocone voltar a usar a lente de contato e em alguns casos apenas óculos.

A grande conquista no tratamento do ceratocone é a possibilidade de interromper sua progressão através de um procedimento chamado de crosslinking da córnea. O transplante de córnea é a última opção de tratamento do ceratocone, quando as lentes de contato não tem mais condições de fornecer visão útil ou há intolerância ao seu uso e não é possível implantar anel intra-estromal.

O desenvolvimento tecnológico e o grande número de estudos para o entendimento e tratamento do ceratocone fez com aumentasse em número e complexidade as opções de tratamento do ceratocone. Neste caso a avaliação para o tratamento do mesmo deve ser feita por oftalmologista especialista em ceratocone para que as opções de tratamentos possam ser oferecidas no tempo certo para cada paciente.

Crosslinking

crosslinking da córnea tem importante papel no tratamento do ceratocone prevenindo sua progressão. Em um percentual menor de casos há também uma pequena diminuição da curvatura da córnea. O procedimento consiste em fazer uma raspagem, removendo parte do epitélio corneano central seguida de aplicação de riboflavina em gotas. A seguir irradia-se a córnea com luz ultravioleta, com exposição e tempo controlados. (vídeo 2)

Vídeo 2: Crosslinking

O resultado desta modalidade de tratamento do ceratocone é a criação de mais ligações covalentes no estroma o que aumenta a resistência mecânica da córnea. (Figura 5)

crosslinking

Fig 5: crosslinking

 

Com isso, há menor chance de progressão do ceratocone pois a córnea torna-se mais resistente sem prejudicar a saúde ocular. O vídeo a seguir demonstra como uma córnea com ceratocone se comporta à deformação comparada com uma córnea normal ou pós crosslinking.(vídeo 3)


Vídeo 3: córnea pós-crosslinking

É importante ressaltar que o tratamento do ceratocone com o  Crosslinking está indicado apenas se houver progressão do ceratocone em 6 meses. Dados como a ceratometria e a refração do paciente são comparados neste período para avaliar a necessidade do Crosslinking. Os maiores beneficiários são os pacientes que apresentam estágios leves a moderados do ceratocone, pois torna-se possível manter a qualidade de visão corrigida sem outros procedimentos mais invasivos.

Implante de Anel Intra-estromal corneano

O implante de anel intra-estromal é outra modalidade de tratamento do ceratocone, com objetivo de melhorar a visão do paciente com ceratocone, pois proporciona uma melhor regularidade da superfície da córnea. (Figura 6)

Anel de Ferrara

Fig 6: Anel intra-estroma

O implante do anel pode ocasionalmente melhorar a visão mas em grande parte dos casos uma correção visual adicional pode ser necessária. Às vezes, o óculos podem ajudar, mas geralmente há a necessidade de adaptar lente de contato.(Figura 7)
Os segmentos de anéis intra-estromais foram desenvolvidos inicialmente no Instituto Barraquier com o nome de Intacs para controle e redução da miopia. No Brasil, na década de 90 foi desenvolvido um protótipo com diferentes nomogramas para o tratamento do ceratocone, chamada técnica do Anel de Ferrara. Tempos depois outros fabricantes criaram suas versões chamadas Corneal Rings e Kerarings com diferentes desenhos para o tratamento do ceratocone.
Atualmente o implante do anel intra-estromal pode ser realizado com a tecnologia do laser de femtosegundo, o que torna o procedimento mais preciso e seguro. 

Anel Intra-estromal

Fig 7: Anel Intra-estromal

 

Transplante de Córnea

O transplante de córnea é uma cirurgia que consiste em substituir uma porção da córnea (doente) de um paciente por uma córnea saudável, a fim de melhorar a visão (finalidade óptica) ou corrigir perfurações oculares (transplante tectônico).
É indicado em casos de :
• Opacificação da córnea parcial ou total;
• Ceratocone avançado onde o uso de óculos e lentes de contato não corrigem mais o astigmatismo irregular característico dessa doença;
• Perfuração da córnea, devido algum trauma ocular e ou úlcera corneana.

Dessa forma, o transplante de córnea pode ser usado como forma de tratamento de ceratocone quando as demais técnicas, já descritas, não forem eficazes.

Em relação ao transplante de córnea, é inegável que os métodos e técnicas evoluiram muito, passando pela utilização do femtosecond laser para realizar a preparação do botão doador e do leito receptor. Isso permite uma melhor cicatrização e um resultado com menor astigmatismo residual devido ao melhor encaixe de ambos. (Figura 8 e Vídeo 4)

Transplante de córnea

Fig 8: Transplante de córnea

O fato das técnicas de transplantes de córnea tornarem-se mais sofisticadas possibilitam melhores resultados na qualidade e no tempo de cicatrização, o que por sua vez proporciona uma superfície ocular mais harmônica e menos irregular oferecendo ao paciente melhor acuidade visual. (Figura 9)

 

Transplante de córnea

Fig 9: Transplante de córnea

 


Vídeo 4: Transplante de Córnea

O refinamento nas técnicas de transplante de córnea para o tratamento d0 ceratocone permitiu o desenvolvimento  do transplante de córnea de espessura parcial ou lamelar. Nesta cirurgia ocorre separação parcial do estroma e assim o cirurgião pode retirar a parte da córnea afetada pelo ceratocone sem remover o endotélio da córnea (camada mais profunda da córnea).
As células endoteliais têm um papel extremamente importante em retirar excesso de água da córnea e manter sua transparência. No transplante tradicional o endotélio da córnea doadora sofre maior dano, podendo comprometer o resultado final.  A técnica de transplante lamelar anterior profundo possibilita ao paciente manter o seu endotélio, sedo considerada a técnica de transplante de córnea ideal para o tratamento do ceratocone.

 

 

 

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 Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista – Ceratocone

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Catarata

Catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e que se localiza dentro do olho.

Catarata

catarata

Catarata

catarata

Quando o cristalino fica opaco (catarata), a imagem não se forma de maneira adequada na retina, e a pessoa queixa-se de que está com a visão borrada, como se houvesse uma névoa atrapalhando sua visão. A função do cristalino é focalizar a imagem dos objetos na retina.

Catarata

catarata

 

A catarata aparece naturalmente nas pessoas com idade acima dos 55 anos, mas pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.
Muitas vezes o paciente com catarata não percebe a piora da visão que pode ser de forma lenta e progressiva. É comum pessoas idosas modificarem seus hábitos de vida, ficando mais em suas casas e praticando menos atividade sociais por tornarem-se inseguros com a baixa de visão ocasionada pela catarata. Outros, por sua vez, subestimam a diminuição da visão e acabam sendo vítimas de acidentes como quedas, que podem ser trágicas para um idoso. Devemos, portanto, entender que não é normal um idoso enxergar menos só por conta da idade. Para isso, um exame  oftalmológico periódico com o especialista pode proporcionar melhora na qualidade de vida através da preservação adequada da saúde ocular e detectando a catarata.

A catarata senil faz parte do envelhecimento do cristalino. Apenas a proteção dos olhos contra raios solares através de lentes fotocromáticas (óculos escuro) podem postergar a catarata e ajudar na saúde ocular. Não existem colírios para previnir e tratar a catarata.
O oftalmologista especialista em cirurgia da catarata faz a cirurgia  removendo o cristalino opaco através da técnica de faco-emulsificação ( FACO ) e implante de uma lente intra-ocular.

A preparação pré-operatória para realização da cirurgia de catarata é muito simples, já que o procedimento é rápido e realizado sob anestesia local tópica (colírio anestésico) e sedação. Um exame fundamental antes da cirurgia de catarata é a biometria, que mensura qual o valor do grau da lente intra-ocular que deve ser implantada para que o erro refracional ( grau ) final seja próximo a zero.

A cirurgia de catarata evoluiu muito ao longo dos anos. Antigamente, era  apenas retirada a catarata do paciente sem o implante da lente intra-ocular. A cirurgia era muito agressiva para o olho e o resultado alcançado muitas vezes não satisfatório. A segunda geração da técnica da cirurgia de catarata apresentou melhora expressiva. A catarata passou a ser retirada com técnica mais sofisticada através da facectomia extra-capsular (FEC). Nesta técnica, um corte considerável era feito no olho para retirada da catarata inteira e, em seguida implantava-se a lente intraocular.
A partir do fim da década de 90 a cirurgia de catarata sofreu um grande avanço com o surgimento da facoemulsificação ( FACO ) que é realizada até os dias de hoje. Nesta nova era da cirurgia, o especialista fragmenta toda a catarata em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com uma ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultrassom e faz, simultaneamente, a emulsificação e a retirada, por meio de sucção dos fragmentos da catarata. Após a retirada de toda a catarata, é implantada uma lente intra-ocular, que pode ser dobrável (flexível) ou não dobrável (rígida). Nesta técnica, é realizada através de uma pequena incisão de aproximadamente 2,20 a 2,75 mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante.

Catarata

Figura catarata 4

Catarata

catarata

 

Destaque:

Antigamente, era necessário esperar a catarata ficar “madura”, ou seja, avançada, para a realização da cirurgia. Hoje em dia, com as modernas técnicas e aparelhos, a recomendação é que a cirurgia seja indicada nas fases iniciais da catarata, pois o procedimento torna-se  mais  fácil e seguro. Além disso, o tempo de recuperação é menor quando a cirurgia da catarata é realizada nos estágios iniciais. Portanto, o recomendável é que a cirurgia de catarata seja realizada logo que os primeiros sintomas apareçam.

O pós-operatório da cirurgia de catarata é muito tranquilo e indolor. Após o realização da cirurgia de catarata pelo especialista, o paciente recupera-se rapidamente do efeito dos sedativos e recebe alimentação leve para logo deixar o hospital e ir para casa. O paciente recebe alta com um tampão acrílico transparente para proteção e orientação de uso de um colírio que contem antibiótico e anti-inflamatório. Após a cirurgia de catarata, a visão apresenta melhora rápida e em poucos dias atinge sua normalidade. Recomenda-se também, não pegar peso e a não entrar em piscinas e mar por aproximadamente 30 dias.

Lentes Intra-oculares

As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

Atualmente contamos com diversas opções de lentes intra-oculares que se dividem em 2 grupos:

• Rígidas (não dobráveis): A lente intra-ocular rígida é uma lente de fabricação nacional de boa qualidade. Por suas características de rigidez, a abertura realizada nos olhos precisa ser aumentada de 3 para 7 mm. 
Este tipo de abertura não é auto-selante, com isso é obrigatória a realização de uma ou mais suturas no olho para manter a vedação. A opção por este tipo de lente permite que o paciente se recupere da catarata e possa enxergar de forma adequada.
Com os pontos no olho é normal que seja induzido  astigmatismo que torna maior o grau do óculos depois da cirurgia de catarata. Vale a pena ressaltar que quanto maior a abertura realizada no olho, maior o risco de infecções e mais demorado é o tempo de recuperação pós-operatório.

• Flexíveis (dobráveis): O material desta lente inta-ocular é um tipo de acrílico flexível desenvolvido nos Estados Unidos que permite que, possa ser dobrada e injetada no olho através de um instrumento semelhante a uma caneta de ponta fina, pela abertura de 2-3 mm na borda da córnea inicialmente feita no processo da cirurgia de catarata, não necessitando a ampliação dessa incisão. Como esta abertura tem um tamanho realmente microscópico, ela é auto-selante e não necessita de suturas (pontos) na córnea. Com este tipo de lente a cirurgia de catarata e a recuperação são ainda mais rápidas e melhor para a saúde ocular.
A lente intra-ocular pode ainde ser classificada em peça única e rígida, peça única e dobrável ou ainda formada por três peça.
As dobráveis são consideradas as melhores, porque podem ser introduzidas através de uma mínima incisão de 3mm de largura. As lentes intra-oculares dobráveis permitem ao oftalmologista especialista reduzir o tamanho da incisão (Figura 6). Uma incisão pequena, combinada a uma LIO dobrável, pode fornecer muitas vantagens em relação às técnicas mais antigas, que utilizavam incisões maiores.

Catarata

Figura catarata 6

 

 

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Cirurgia de Catarata

Catarata

Antigamente, era necessário esperar a catarata ficar “madura”, ou seja, avançada, para a realização da cirurgia. Hoje em dia, com as modernas técnicas e aparelhos, a recomendação é que a cirurgia seja indicada nas fases iniciais da catarata, pois o procedimento torna-se  mais  fácil e seguro. Além disso, o tempo de recuperação é menor quando a cirurgia da catarata é realizada nos estágios iniciais. Portanto, o recomendável é que a cirurgia de catarata seja realizada logo que os primeiros sintomas apareçam.

 

Dúvidas em cirurgia de catarata:

O que é catarata?

Catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e que se localiza dentro do olho.

Catarata

Catarata

Quais são os sintomas da catarata?

Quando o cristalino fica opaco (catarata), a imagem não se forma adequadamente na retina e a visão fica borrada, como se houvesse uma névoa atrapalhando a visualização das imagens. Em seu grau máximo a catarata leva à cegueira, que é totalmente reversível após a cirurgia.

Catarata

Catarata

Qual idade mais frequente para ter catarata?

A catarata mais comum é a senil, que aparece por volta dos 60 anos, mas nada impede de um paciente mais jovem ter a doença. A catarata também pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.

 

Como é feita a cirurgia (retirada) da catarata?

A catarata é fragmentada em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com uma ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultrassom e faz, simultaneamente, a emulsificação e a retirada, por meio de sucção dos fragmentos da catarata. Após a retirada de toda a catarata, é implantada uma lente intra-ocular, que pode ser dobrável (flexível) ou não dobrável (rígida). Nesta técnica, é realizada uma pequena incisão de aproximadamente 2,20mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante. O tempo da cirurgia varia de 15 a 30 minutos.

 

Catarata

Cirurgia de catarata

 

A cirurgia de catarata é feita com laser?

Recentemente surgiu no mercado oftalmológico um laser capaz de realizar alguns passos da cirurgia de catarata, mas ainda é necessário o uso do facoemulsificador para retirada da catarata. Essa tecnologia necessita de mais estudos e aprimoramento para tornar-se segura e eficaz a todos os pacientes com catarata.

 

É necessário implantar uma lente na cirurgia de catarata?

Sim. As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada,  promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

Catarata

Implante da Lente Intra-ocular

 

Como é feita a anestesia em uma cirurgia de catarata?

A anestesia é tópica, ou seja, com colírios e anestésicos intraoculares. Associado ao anestésico local realizamos sedação para reduzir o grau de ansiedade e permitir maior conforto ao paciente durante a cirurgia. Um grande número de pacientes submetidos à sedação chegam  a dormir durante a cirurgia de catarata. Após a cirurgia o paciente recebe alta em aproximadamente 2 horas.

 

É preciso dar pontos na cirurgia de catarata?

A cirurgia de catarata é realizada através de uma pequena incisão de aproximadamente 2,20 mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante. No entanto, caso o oftalmologista especialista nesta cirurgia ache necessário dar um ponto na incisão, o mesmo poderá ser removido em poucos dias.

 

Como é a recuperação após a cirurgia de catarata?

O pós-operatório da cirurgia de catarata é muito tranquilo e indolor. Após o realização da cirurgia de catarata pelo especialista, o paciente recupera-se rapidamente do efeito dos sedativos e recebe alimentação leve para logo deixar o hospital e ir para casa. O paciente recebe alta com um tampão acrílico transparente para proteção e orientação de uso de um colírio que contem antibiótico e anti-inflamatório. Após a cirurgia de catarata, a visão apresenta melhora rápida e em poucos dias atinge sua normalidade. Recomenda-se também, não pegar peso e a não entrar em piscinas e mar por aproximadamente 30 dias.

 

É possível corrigir o grau dos óculos com a cirurgia de catarata?

Sim.  As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada,  promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

 

A lente-intraocular pode ser rejeitada pelo olho?

As lentes intraoculares, implantadas após a retirada da catarata, já são feitas para não haver rejeição. Não há necessidade de troca ao longo da vida, por isso a importância de colocar uma lente de boa qualidade. Caso seja necessário por algum motivo realizar uma troca de lente intraocular, é necessário que se faça outra cirurgia.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista  –  Catarata

Rua Teixeira da Silva, 34 Cj. 83 – Paraíso –  São Paulo -SP
Telefone: (11) 3083-5249/4371-5259

Dúvidas em cirurgia de catarata

Catarata

Antigamente, era necessário esperar a catarata ficar “madura”, ou seja, avançada, para a realização da cirurgia. Hoje em dia, com as modernas técnicas e aparelhos, a recomendação é que a cirurgia seja indicada nas fases iniciais da catarata, pois o procedimento torna-se  mais  fácil e seguro. Além disso, o tempo de recuperação é menor quando a cirurgia da catarata é realizada nos estágios iniciais. Portanto, o recomendável é que a cirurgia de catarata seja realizada logo que os primeiros sintomas apareçam.

 

Dúvidas em cirurgia de catarata:

O que é catarata?

Catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e que se localiza dentro do olho.

Catarata

Catarata

Quais são os sintomas da catarata?

Quando o cristalino fica opaco (catarata), a imagem não se forma adequadamente na retina e a visão fica borrada, como se houvesse uma névoa atrapalhando a visualização das imagens. Em seu grau máximo a catarata leva à cegueira, que é totalmente reversível após a cirurgia.

Catarata

Catarata

Qual idade mais frequente para ter catarata?

A catarata mais comum é a senil, que aparece por volta dos 60 anos, mas nada impede de um paciente mais jovem ter a doença. A catarata também pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.

 

Como é feita a cirurgia (retirada) da catarata?

A catarata é fragmentada em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com uma ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultrassom e faz, simultaneamente, a emulsificação e a retirada, por meio de sucção dos fragmentos da catarata. Após a retirada de toda a catarata, é implantada uma lente intra-ocular, que pode ser dobrável (flexível) ou não dobrável (rígida). Nesta técnica, é realizada uma pequena incisão de aproximadamente 2,20mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante. O tempo da cirurgia varia de 15 a 30 minutos.

 

Catarata

Cirurgia de catarata

 

A cirurgia de catarata é feita com laser?

Recentemente surgiu no mercado oftalmológico um laser capaz de realizar alguns passos da cirurgia de catarata, mas ainda é necessário o uso do facoemulsificador para retirada da catarata. Essa tecnologia necessita de mais estudos e aprimoramento para tornar-se segura e eficaz a todos os pacientes com catarata.

 

É necessário implantar uma lente na cirurgia de catarata?

Sim. As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada,  promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

Catarata

Implante da Lente Intra-ocular

 

Como é feita a anestesia em uma cirurgia de catarata?

A anestesia é tópica, ou seja, com colírios e anestésicos intraoculares. Associado ao anestésico local realizamos sedação para reduzir o grau de ansiedade e permitir maior conforto ao paciente durante a cirurgia. Um grande número de pacientes submetidos à sedação chegam  a dormir durante a cirurgia de catarata. Após a cirurgia o paciente recebe alta em aproximadamente 2 horas.

 

É preciso dar pontos na cirurgia de catarata?

A cirurgia de catarata é realizada através de uma pequena incisão de aproximadamente 2,20 mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante. No entanto, caso o oftalmologista especialista nesta cirurgia ache necessário dar um ponto na incisão, o mesmo poderá ser removido em poucos dias.

 

Como é a recuperação após a cirurgia de catarata?

O pós-operatório da cirurgia de catarata é muito tranquilo e indolor. Após o realização da cirurgia de catarata pelo especialista, o paciente recupera-se rapidamente do efeito dos sedativos e recebe alimentação leve para logo deixar o hospital e ir para casa. O paciente recebe alta com um tampão acrílico transparente para proteção e orientação de uso de um colírio que contem antibiótico e anti-inflamatório. Após a cirurgia de catarata, a visão apresenta melhora rápida e em poucos dias atinge sua normalidade. Recomenda-se também, não pegar peso e a não entrar em piscinas e mar por aproximadamente 30 dias.

 

É possível corrigir o grau dos óculos com a cirurgia de catarata?

Sim.  As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada,  promovendo a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes.

 

A lente-intraocular pode ser rejeitada pelo olho?

As lentes intraoculares, implantadas após a retirada da catarata, já são feitas para não haver rejeição. Não há necessidade de troca ao longo da vida, por isso a importância de colocar uma lente de boa qualidade. Caso seja necessário por algum motivo realizar uma troca de lente intraocular, é necessário que se faça outra cirurgia.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista  –  Catarata

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Lacrimejamento

Obstrução das Vias Lacrimais em crianças (bebes)

A causa mais comum de lacrimejamento do recém-nascido é a obstrução das vias lacrimais na região  do canal lacrimal. O canal lacrimal comunica a superfície ocular com o nariz e é por este canal que a maior parte da lágrima é drenada. Em aproximadamente 6% dos recém-nascidos este canal lacrimal não está totalmente aberto, fazendo com que estas crianças apresentem sintomas de lacrimejamento e secreção no olho acometido. (Figura: obstrução da via lacrimal)

Vias lacrimais

Obstrução da via lacrimal (lacrimejamento no bebe)

Conjuntivite ou secreção decorrente da obstrução das Vias Lacrimais?

Freqüentemente os pais pensam que existe uma conjuntivite crônica, uma vez que há secreção de aspecto semelhante ao de algumas conjuntivites e excesso de lacrimejamento. É importante considerar que nas crianças que apresentam  canal lacrimal entupido, os olhos geralmente estão brancos, calmos, sem sinais de inflamação e com lacrimejamento. Já nas conjuntivites além da secreção, os olhos ficam vermelhos e inchados, resultantes do processo infeccioso/inflamatório. 
As crianças com entupimento do canal lacrimal freqüentemente apresentam os olhos colados ao acordar, o que também ocorre nas conjuntivites. Nas crianças com obstrução das vias lacrimais, pode haver dermatite (assadura) na pálpebra inferior, resultante do contato freqüente da lágrima com a pele.

Tratamento inicial do entupimento do canal lacrimal

Felizmente, 90% das crianças com lacrimejamento devido a obstrução do canal lacrimal apresentam cura espontânea nos primeiros meses de vida, não necessitando de tratamento específico. A secreção em excesso deve ser removida e recomenda-se o início das massagens no canto nasal do olho comprometido ( onde está o saco lacrimal ) o mais precoce possível. As masságens devem ser realizadas como se estivesse comprimindo, com a polpa digital do indicador, um tubo de pasta de dente com a abertura para baixo. Bastam duas compressões por vez pela manha e à noite.  Essas massagens aumentam a chance de cura sem a necessidde de intervenção cirúrgica. Normalmente não há necessidade de colírios antibióticos, uma vez que não existe quadro infeccioso como na conjuntivite bacteriana. Em alguns casos, pode haver o desenvolvimento de  conjuntivite e apenas nestes casos estará indicado o uso de colírios antibióticos. O uso de colírios com cortisona/corticóide é formalmente contra-indicado e pode provocar o aparecimento de glaucoma secundário e/ou catarata.

Segunda etapa do tratamento da obstrução das Vias Lacrimais

Quando o lacrimejamento  não apresenta resolução espontânea estará indicado a sondagem das vias lacrimais com ou sem a intubação das vias lacrimais fazendo uso de tubo de silicone. (Figura: Via lacrimal intubada). Este procedimento geralmente é indicado entre 8 a 14 meses, uma vez que a resolução espontânea ocorre na maior parte dos casos. Entre 10 e 14 meses a chance de sucesso é ao redor de 90% dos casos. Caso o tratamento falhe e o lacrimejamento se mantenha, o que é raro,  estará indicado cirurgia semelhante a que se faz em adultos com obstrução de vias lacrimais por outra causas diferentes dos bebes (mais detalhes abaixo).

Via lacrimal intubada

Via lacrimal intubada

Complicações da obstrução das Vias Lacrimais

Tanto na criança quanto no adulto com lacrimejamento pode ocorrer em alguns casos infecção dentro do “saco lacrimal” que aparece como inflamação elevada e dolorosa ao lado do nariz, chamada dacriocistite aguda. (Figura: dacriocistite aguda)  A lágrima que deveria ser drenada para o nariz fica estagnada no saco lacrimal, fato que propicia a proliferação bacteriana. O tratamento, que deve ser acompanhando por um oftalmologista especialista, envolve o uso de antibióticos por via oral e analgésicos. Nos casos de agravamento da dacriocistite, o paciente deve ser internado para receber antibióticos por via endovenosa. Depois de resolvida a infecção, o paciente deve ser submetido à cirurgia (dacriocistorrinostomia) para desobstruir as vias lacrimais e evitar recidivas.

Infecção do saco lacrimal

Dacriocistite aguda

Diagnóstico da obstrução das Vias Lacrimais em crianças e adultos

O diagnóstico da obstrução das vias lacrimais é clínico e através da dacriocistografia, exame onde um contraste é injetado nas vias lacrimais para detectar o ponto de obstrução (Figura dacriocistografia ). Neste exemplo ocorre obstrução da descida do contraste no lado direito do paciente.

Dacriocistografia em obstrução de via lacrimal

Dacriocistografia com obstrução do lado esquerdo da foto

Tratamentos detalhado da Obstrução das Vias Lacrimais em adultos

DACRIOCISTORRINOSTOMIA EXTERNA E ENDOSAL

A lágrima produzida para umedecer, lavar e fornecer substâncias importantes para a defesa do olho, deve ser colhida por canais que a leva para dentro do nariz; caso contrário escorreria pela face. Ao sair do olho ela entra por dois canais que a conduzem para dentro de um “saco” e daí para outro canal que a despeja no nariz. (Figura: vias lacrimais ) Este último canal pode ser obstruído por má formação ou infecção levando ao lacrimejamento (Figura: obstrução da via lacrimal)

Vias lacrimais

Vias lacrimais

Obstrução da via lacrimal

Obstrução da via lacrimal

No adulto os sintomas são muito parecidos com os das crianças mas as causas são diferentes e, consequentemente, a sequência das opções de tratamentos também diferem. Os sintomas variam de lacrimejamento à dacriocistite. Na dacriocistite o alívio dos sintomas ocorre com uso de antibióticos e massagens sobre o “saco lacrimal”.   No adulto não há apção de sondagem das vias lacrimais. A única forma de tratamento é a cirurgia dacriocistorrinostomia. Esta cirurgia consiste em criar uma nova comunicação entre o saco lacrimal e a cavidade nasal para promover novamente a drenagem da lágrima. A dacriocistorrinostomia pode ser externa, com uma pequena cicatriz próximo ao nariz, ou endonasal, sem a presença de cicatriz. A escolha da opção cirúrgica deve ser discutida junto ao oftalmologista especialista em vias lacrimais.

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Transplante de córnea

Transplante de Córnea

O transplante de córnea é uma cirurgia que consiste em substituir uma porção da córnea (doente) de um paciente por uma córnea saudável, a fim de melhorar a visão (finalidade óptica) ou corrigir perfurações oculares (transplante tectônico).
É indicado em casos de :
• Opacificação da córnea parcial ou total;
• Ceratocone avançado onde o uso de óculos e lentes de contato não corrigem mais o astigmatismo irregular característico dessa doença;
• Perfuração da córnea, devido algum trauma ocular e ou úlcera corneana.

Dessa forma, o transplante de córnea pode ser usado como forma de tratamento de ceratocone quando as demais técnicas, já descritas, não forem eficazes.

Em relação ao transplante de córnea, é inegável que os métodos e técnicas evoluiram muito, passando pela utilização do femtosecond laser para realizar a preparação do botão doador e do leito receptor. Isso permite uma melhor cicatrização e um resultado com menor astigmatismo residual devido ao melhor encaixe de ambos. (Figura 1 e Vídeo 1)

Transplante de Córnea

Fig.1: Transplante de Córnea

O fato das técnicas de transplantes de córnea tornarem-se mais sofisticadas possibilitam melhores resultados na qualidade e no tempo de cicatrização, o que por sua vez proporciona uma superfície ocular mais harmônica e menos irregular oferecendo ao paciente melhor acuidade visual. (Figura 2)

Transplante de Córnea 2

Fig. 2: Suturas do transplante de Córnea

                                               Vídeo 1: Transplante de Córnea

O refinamento nas técnicas de transplante de córnea para o tratamento do ceratocone permitiu o desenvolvimento  do transplante de córnea de espessura parcial ou lamelar. Nesta cirurgia ocorre separação parcial do estroma e assim o cirurgião pode retirar a parte da córnea afetada pelo ceratocone sem remover o endotélio da córnea (camada mais profunda da córnea).
As células endoteliais têm um papel extremamente importante em retirar excesso de água da córnea e manter sua transparência. No transplante de córnea tradicional, o endotélio da córnea doadora sofre maior dano, podendo comprometer o resultado final.  A técnica de transplante de córnea lamelar anterior profundo possibilita ao paciente manter o seu endotélio, sedo considerada a técnica de transplante de córnea ideal para o tratamento do ceratocone.

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista  –  Tratamento do Ceratocone – Transplante de córnea

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