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Oftalmologista Bradesco Saúde

O Centro de Atendimento Médico Especializado Garcia (CAMEG) localiza-se na Rua Teixeira da Silva, n. 34, cj 83, no bairro do Paraíso – São Paulo – SP. O CAMEG encontra-se na região central de São Paulo, no espigão da Paulista, próximo aos metros Brigadeiro e Paraíso. Realizamos atendimentos com oftalmologista e exames oftalmológicos através do plano de saúde Bradesco Saúde.

 

Oftalmologista Bradesco Saúde

Oftalmologista

Dispomos de aparelhagem completa para diversos exames oftalmológicos, como  ceratoscopia computadorizada, paquimetria ultrassônica, biometria, mapeamento de retina, tonometria, gonioscopia, entre outros.

 

 

Dr. Renato Garcia – CRM SP 109092

Médico – Oftalmologista - Bradesco Saúde

 

 

Plástica Ocular

A Plástica Ocular, também conhecida como oculoplástica, é uma subespecialidade da oftalmologia  que cuida da região peri-ocular e frontal, no terço superior da face. Trata de problemas relacionados com às pálpebras, vias lacrimais e órbita. Subdivide-se em dois segmentos:

Plástica Restauradora
: especializada na correção do mau posicionamento das pálpebras e dos cílios, reconstituição cirúrgica de pálpebras traumatizadas, desobstrução das vias lacrimais, tratamento e remoção de tumores palpebrais, tratamento do xantelasmas( manchas amarelas nas pálpebras ) e ptose( pálpebra caída ).

Plástica Estética: dedicada a cirurgias para retirada do excesso de pele e bolsas de gordura nas pálpebras superiores e inferiores, alem da correção de ptoses leves. A cirurgia estética das pálpebras tem como objetivo valorizar e rejuvenescer o olhar, corrigindo os efeitos do envelhecimento palpebral,  uma vez que estas são responsáveis pelo olhar cansado. A blefaropastia (retirada do excesso de pele da pálpebra) é a cirurgia plástica mais comum da face. Quando bem indicada, com exames pré-operatórios, incluindo os oftalmológicos e avaliação do especialista em plástica ocular, as chances de complicações são raras. 
Há, ainda, tratamentos pouco invasivos para embelezar homens e mulheres no combate dos sinais de envelhecimento da face, como as rugas e a flacidez. Dentre as várias técnicas utilizadas pela medicina estética da face a toxina botulínica ( botox ) tem grande importância, sendo muito segura na manutenção da saúde ocular.

 

Blefaroplastia

A plástica das pálpebras, chamada blefaroplastia, é uma cirurgia destinada a remover as bolsas gordurosas palpebrais junto com o excesso de pele e eventualmente de músculo, das pálpebras superiores e inferiores. A blefaroplastia não corrige os “pés-de-galinha” (excesso de pele na lateral da órbita) ao redor de seus olhos, nem levanta a sobrancelha caída. Outros procedimentos podem ser associados para corrigir tais aspectos. A plástica das pálpebras pode melhorar significativamente a face, suavizando a expressão e conferindo um ar mais rejuvenescido e descansado. A blefaroplastia é indicada para homens e mulheres que se encontram em boa condição de saúde, psicologicamente equilibrados e com expectativas realistas em relação à cirurgia. O tratamento cirúrgico, na maioria das vezes, é feito através de cortes no sulco da pálpebra superior e na linha logo abaixo dos cílios na pálpebra inferior, com pequenas extensões laterais acompanhando rugas naturais já existentes. (Figura Blefaro1; Vídeo blefaroplastia)

blefaroplastia

Figura Blefaroplastia 1

 

A pele e músculo excedentes são retirados e a gordura herniada é tratada. No final, a pele é suturada e se acomoda a nova estrutura. (Figura 2)

blefaroplastia

Figura Blefaroplastia 2

Nessa cirurgia, a anestesia é  local com um anestesista propiciando uma sedação para conforto do paciente.

Existe ainda a possibilidade de se realizar a blefaroplastia inferior via transconjuntival para retirada das bolsas de gordura, ou seja sem a necessidade de incisões na pele. (Figura 3; Vídeo blefaroplastia)

blefaroplastia

Figura Blefaroplastia 3

Botox

Também conhecida popularmente como BOTOX ®, um dos seus nomes comerciais mais usados, a toxina botulínica age no músculo levando à sua paralisação, suavizando as rugas de expressão da pele.(figura 1)

Botox

Botox

É um procedimento minimamente invasivo e seus resultados aparecem em 48 horas. As áreas para o uso do botox são as rugas entre as sobrancelhas, as linhas horizontais da testa e as linhas de expressão que surgem ao redor dos olhos ( “pés-de-galinha”).(Figura 2) O botox é excelente para complementar a Blefaroplastia e o Laser de CO2. O tratamento pode ser realizado em todas as idades e em homens e mulheres.

Botox antex

Botox entre as sobrancelhas antes

Botox depois

Botox entre as sobrancelhas depois

botox testa

Botox rugas horizontais frontais antes

Botox testa

Botox rugas horizontais frontais depois

Botox rugas perioculares

Botox em rugas peri-oculares antes

Botox pés de galinha

Botox em rugas peri-oculares depois

Botox homem

Botox em rugas verticais entre as sobrancelhas de homem “antes”

Botox homem

Botox em rugas verticais entre as sobrancelhas de homem “depois”

 

 

Blefaroespasmo

Blefaroespasmo é uma afecção adquirida das pálpebras caracterizadas por contrações involuntárias  dos músculos ao redor dos olhos. Deve ser diferenciado da mioquimia que é um tremor palpebral sem fazer com que a pessoa pisque. Em geral é bilateral e ocorre com maior freqüência em mulheres acima de 50 anos. Com o tempo há  aumento da freqüência de piscar podendo levar à cegueira funcional.(Vídeo de Blefaroespasmo)

O tratamento do blefaroespasmo é clínico e se dá através da aplicação da toxina botulínica (Botox), nos músculos ao redor dos olhos que são afetados. Novas aplicações  devem ser repetidas de 5 em 5 meses.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista especialista em afecções das pálpebras ( Plastica Ocular )

sábado

O Centro de Atendimento Médico Especializado Garcia ( CAMEG) está localizado na Rua Teixeira da Silva, 34, cj 83 a 50 mts do metrô Brigadeiro. Presta atendimento nas especialidades de oftalmologia e otorrinolaringologia. Os horários de atendimentos são de segunda à sexta das 8:00 hs às 19:00 e aos sábados das 8:30 às 12:00.

CAMEG
Centro de Atendimento Médico Especializado Garcia

Especialidades:

  • Oftalmologia: córnea, catarata, retina, estrabismo, neuro-oftalmologia, plástica ocular, vias lacrimais e glaucoma
  • Otorrinolaringologia

 

Corpo Clínico de especialistas:

  • Oftalmologista: Dr. Renato Garcia    CRM 109092   ;   Ana Claudia Franco Suzuki CRM 144222
  • Dr. Eduardo Garcia    CRM   127022

 

 

Rua Teixeira da Silva, 34 Cj. 83  – Paraíso – Vila Mariana – São Paulo -SP
Telefone: (11) 3083-5249/4371-5259
A 50 metros da estação de metrô Brigadeiro.

Fácil acesso para Zona OesteCentro e Zona Sul

Horário de atendimento:

Segunda a Sexta: 8:00 as 19:00

Sábado: 8:30 às 12:00

Próximo à esquina com a Avenida Paulista
Email: renatgarc@gmail.com

Contato via facebook
https://www.facebook.com/saudeocular



Atendimento aos Sábados

Catarata

Catarata total

Catarata

Catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e  localiza-se dentro do olho.

Quando o cristalino fica opaco, a imagem não se forma  adequadamente na retina, e ocorre queixa de que  a visão está borrada, como se houvesse uma névoa.

Catarata

Visão com catarata

A catarata aparece naturalmente nas pessoas com idade acima dos 55 anos, mas pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.
Muitas vezes o portador de catarata não percebe a piora da visão que pode ser de forma lenta e progressiva. É comum pessoas idosas modificarem seus hábitos de vida, ficando mais em suas casas e praticando menos atividade sociais por tornarem-se inseguros com a baixa de visão ocasionada pela catarata. Outros, por sua vez, subestimam a diminuição da visão e acabam sendo vítimas de acidentes como quedas, que podem ser trágicas para um idoso. Devemos, portanto, entender que não é normal um idoso enxergar menos só por conta da idade. Para isso, um exame  oftalmológico periódico pode proporcionar melhora na qualidade de vida através da preservação adequada da saúde ocular,  detectando a catarata.

Catarata

Cirurgia de Catarata

O oftalmologista especialista em cirurgia da catarata faz a cirurgia  removendo o cristalino opaco (catarata) através da técnica de faco-emulsificação ( FACO ) e implante de uma lente intra-ocular no lugar da catarata.

 Leia mais sobre catarata

 

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata

Check-up oftalmológico

oftalmologista

Check-up oftalmológico: Prevenção é o melhor caminho para boa saúde ocular

 

Periodicamente, é necessário fazer uma análise completa da saúde de nossos olhos. Há várias doenças que se desenvolvem silenciosamente e quando diagnosticadas precocemente podem ser revertidas ou tratadas de forma eficaz.

As dificuldades de visão que se manifestam em diferentes fases da vida vão além das distorções refracionais e da catarata. Às vezes, podem instalar-se sem dar sinais, mas exames de rotina têm capacidade de detectá-los e monitorar seu desenvolvimento para que seja o menos impactante possível como, por exemplo, no glaucoma. Glaucoma é a causa do maior número de cegueiras irreversíveis no mundo e raramente dá sinais perceptíveis de sua evolução. O descolamento de retina é outra situação que não emite sinais prévios e quando aparece exige atendimento urgente sob o risco de perda irreversível de visão.

O ideal é definir uma época do ano para realizar os exames de rotina no oftalmologista (check up) e acompanhar com tranquilidade a evolução da saúde ocular .

A primeira avaliação deve ocorrer ainda na maternidade, com o teste do olhinho. Este teste é feito para descartar a existência de qualquer fator de obstrução à passagem da luz, como ocorre na catarata congênita, etc.

Antes de completar um ano, a criança deve visitar o oftalmologista para avaliar se apresenta estrabismo e erros de refração.

Se os exames estiverem normais, um retorno ao oftalmologista a cada ano é suficiente. Caso a criança for usuária de óculos ou apresentar alguma outra irregularidade, o ideal é visitar o oftalmologista a cada seis meses.

Entre os 13 e os 30 anos de idade, a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo são frequentes. A manifestação de irregularidades visuais como o ceratocone, irregularidade não-inflamatória que altera o formato da córnea e gera dificuldades para enxergar, também é comum nesta fase da vida, devendo ser acompanhado de perto pelo oftalmologista.

Quando chegam os 40 anos de idade, a visita ao oftalmologista deve-se, principalmente, à dificuldade para perto, chamada de presbiopia, a popular vista cansada.

Aos 60 anos o diagnóstico de catarata é um risco real de cegueira, porém reversível a partir de uma cirurgia que consiste no implante de lentes intraoculares que permitem o retorno de boa visão. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a cada ano, cerca de 600 mil brasileiros, recebem um diagnóstico de catarata. Além da catarata, o glaucoma e a DMRI (degeneração macular relacionada à idade) são outras causas de cegueira que geralmente aparecem com maior frequência nesta faixa etária.

Portanto, o check-up oftalmológico não é apenas um conjunto de exames, e sim  uma avaliação da saúde ocular global do indivíduo, das peculiaridades de seu trabalho (computador, ar condicionado), seu estilo de vida(esportes, lentes de contato) e seus fatores de risco (diabetes, glaucoma), com objetivo de bem-estar e promoção da saúde ocular.

 

 

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista 

Crosslinking

Crosslinking

crosslinking tem importante papel no tratamento preventivo da progressão do ceratocone, pois o procedimento padrão segundo seu protocolo oficial (Protocolo de Dresden) demonstrou que na maior parte dos casos há uma estabilização da ectasia corneana, impedindo assim o ceratocone de progredir. Em um percentual menor de casos há também uma pequena diminuição da curvatura maior da ectasia, de 1.5 a 2 dioptrias, mas é afirmado que esta manifestação não pode ser garantida que irá ocorrer. O procedimento consiste em fazer uma raspagem removendo parte do epitélio corneano central e logo em seguida a aplicação de riboflavina em gotas sob uma luz ultravioleta, com exposição controlada.

Vídeo:  Crosslinking

 

O resultado deste processo é a criação de mais ligações covalentes no estroma o que aumenta a resistência mecânica da córnea.

crosslinking
Fig.5: Crosslinking

 

Com isso, há menor chance de progressão do ceratocone pois a córnea torna-se mais resistente sem prejudicar a saúde ocular. O vídeo a seguir demonstra como uma córnea com ceratocone se comporta à deformação comparada com uma córnea normal ou pós crosslinking.(vídeo)

Vídeo: córnea pós-crosslinking

É importante ressaltar que o Crosslinking está indicado apenas se houver progressão do ceratocone em 6 meses. Dados como a ceratometria e a refração do paciente são comparados neste período para avaliar a necessidade do Crosslinking. Os maiores beneficiários são geralmente os pacientes que apresentam estágios leves a moderados do ceratocone, pois torna-se possível manter a qualidade de visão corrigida sem outros procedimentos mais invasivos.

 

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Oftalmologista especialista em tratamentos para ceratocone – Crosslinking

Ptose palpebral

Ptose Palpebral

A ptose palpebral é a queda da pálpebra superior, podendo ser de origem congênita ou adquirida. O normal é que a pálpebra superior cubra apenas de 1 a 2 mm da porção superior da córnea. A queda ou ptose da pálpebra, além do comprometimento estético, pode diminuir o campo de visão. Veja os exemplos abaixo:

ptose da pálpebra

Ptose palpebral

ptose palpebral

Ptose da pálpebra

 

A sintomatologia irá depender da intensidade da queda da pálpebra:

- Assintomática

- Dificuldade visual

- Peso sobre os olhos

- Posição anômala de cabeça

- Ambliopia ou olho preguiçoso

 

Muitas vezes o paciente, de forma inconsciente, tenta compensar a queda da pálpebra por meio da contração da musculatura frontal elevando os supercílios e produzindo sulcos horizontais na fronte(testa). Se você acha que pode ter ptose, compare uma foto recente com outra de 10 a 20 anos atrás e você poderá ver a diferença da posição palpebral.

Causas da ptose palpebral:

Ptose Palpebral Congênita

A ptose palpebral congênita é aquela onde a criança já nasce com a ptose e, em geral é causada por uma distrofia do músculo elevador da pálpebra, ou por uma paralisia do nervo. A ptose palpebral congênita pode impedir a função visual quando a pálpebra fica abaixo da pupila. A cirurgia pode ser realizada no bebê, caso fique comprovado o comprometimento visual ou quando os pais percebem que a criança tem limitações na posição da cabeça ou mau desenvolvimento social e escolar.

 

Ptose Palpebral Adquirida

A ptose palpebral adquirida é aquela onde a queda da pálpebra ocorre após o nascimento, podendo ser originária de várias causas como:

            

                  Involucional ou senil: Ocorre principalmente a partir dos 60 anos de idade. Resulta da desinserção do tendão do músculo elevador da pálpebra superior da face anterior do tarso. A função do músculo elevador é boa e a prega palpebral encontra-se alta. Esse tipo de ptose palpebral pode ocorrer em pacientes mais jovens após traumas ou cirurgias oculares, quando também pode ocorrer desinserção do músculo elevador da pálpebra.

                 Miopatias: miopati mitocondrial, miastenia grave, distrofia miotônica.

                 Origem neurogênica: paralisia do III par por AVC ou traumatismo crâniano

                 Trauma palpebral ou de órbita

                 Causa mecânica: tumores ou cicatrizes em conjuntivas

Existe ainda uma condição considerada pseudoptose e pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais freqüente nos pacientes acima de 50 anos. Ocorre pelo excesso de pele nas pálpebras (que se chama dermatocálase) que promove um aumento de peso nas pálpebras superiores causando diminuição do campo visual superior e lateral, o que interfere na qualidade da visão.

 

Tratamento da ptose palpebral

Os tratamento na maioria dos casos são cirúrgicos. O tratamento cirúrgico da ptose palpebral pode ser por motivos estéticos(Figura ptose 1 e 2) e ou funcionais, quando há interferência na visão do paciente.

ptose da pálpebra

Ptose antes da cirurgia

pós operatório de correção de ptose

Após cirurgia para corrigir a ptose palpebral

 

Na ptose palpebral congênita a cirurgia deve ser realizada precocemente quando existir risco de ambliopia devido à queda da pálpebra acentuada.

Existem várias técnicas para a correção cirúrgica da ptose palpebral. Deve-se também avaliar a função do músculo elevador da pálpebra e do músculo frontal, assim como a posição da pálpebra ao se olhar para baixo, a posição da prega palpebral e outros sinais associados.

Normalmente o pós-operatório da correção da ptose pálpebral é muito simples.

Um cuidado especial deve ser tomado quando da avaliação do fechamento palpebral pois em alguns casos o paciente pode apresentar fechamento incompleto das pálpebras devido a uma hipercorreção. Nesse caso fazem-se necessárias algumas medidas como remoção de sutura e massagens no pós-operatório.

No caso de ter havido hipocorreção, uma segunda cirurgia somente poderá ser indicada após decorridos seis meses.

A correção cirúrgica da ptose palpebral estará contra-indicada nos casos onde a ptose possa ser transitória, como por exemplo quando ela deriva de certas doenças sistêmicas. Nesses casos a doença sistêmica sim, é que de fato deve ser clinicamente tratada.

A ptose palpebral tambem pode ocorrer após uso proongado de lentes de contato, por possível inflamação do músculo elevador da pálpebra superior. Nestes casos, a interrupção do uso da lente de contato por um grande período é a melhor forma de tratamento. Casa não melhore, lançamos mão do tratamento cirúrgico.

Frequentemente a ptose palpebral acompanha os casos de excesso de pele nas pálpebras e deverão ser corrigidas no momento da blefaroplastia pelo oftalmologista Especialista em Cirurgia Plástica Ocular ou Oculoplastia que é o profissional que melhor conhece a anatomia e o funcionamento das pálpebras para preservar a saúde ocular.

 

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista Especialista no tratamento da ptose palpebral

Ceratocone

Ceratocone é uma doença progressiva assimétrica, classificada como ectasia, em que a córnea perde a forma esférica, tornando-se pontuda e cada vez mais fina na região do cone (vídeo 1). À medida que a córnea vai se tornando afilada, o paciente percebe uma baixa da visão, que pode ser moderada ou severa, dependendo da quantidade de tecido corneano afetado.

Video 1: ceratocone

Nenhuma teoria explica completamente os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone, mas sabe-se que se trata de uma doença hereditária. Além disso, pacientes alérgicos com hábito de coçar os olhos tem mais chance de desenvolver ceratocone na adolescência.

Muitas pessoas não percebem que tem ceratocone porque este se inicia como miopia ou astigmatismo ou ambos, que pode evoluir rapidamente e, em outros casos levar anos para se desenvolver. Freqüentemente ocorrem modificações no grau dos óculos e os pacientes relatam visão borrada com sombra ao lado das imagens (figura 1 e 2).

Ceratocone

Fig. 1: Visão normal

Ceratocone

Fig. 2: Visão borrada por ceratocone

O ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, por volta dos 16 anos e raramente se desenvolve após os 30 anos de idade. O ceratocone afeta homens e mulheres em igual proporção e em 90% dos casos afeta ambos os olhos.

O diagnóstico em sua fase inicial é bem difícil de ser feito, necessitando de exames oftalmológicos complementares, como a topografia e paquimetria corneana. Em estágios mais avançados, a topografia, ajuda a controlar a evolução do “cone”, bem como a paquimetria ultra-sônica que, mostra o seu afilamento. O exame oftalmológico deve ser realizado anual ou semestral de acordo com a indicação do oftalmologista. (Figura 3 e 4 )

ceratocone

Fig. 3: Afilamento da córnea

ceratocone

Fig. 4: Topografia Corneana

 

Na fase inicial do ceratocone a troca de óculos ocorre com maior freqüência e se eles não são capazes de melhorar a visão é preciso adaptar lentes de contato apropriada. As lentes de contato rígidas apresentam a características de fornecerem a melhor visão aos pacientes com ceratocone. Recentemente foram lançadas lentes de contato gelatinosas apropriadas para os pacientes com ceratocone.
Quando o uso da lente de contato já não é mais possível, pode-se avaliar a possibilidade de implante de anel intra-estromal, cujo objetivo é aplanar novamente a área central corneana. Isso permite ao paciente com ceratocone voltar a usar a lente de contato e em alguns casos apenas óculos.

Hoje em dia, é possível tentar interromper a progressão do ceratocone através de um novo procedimento chamado de Cross-Linking. O transplante de córnea para o ceratocone só é necessário em último caso quando a lente de contato não tem mais condições de fornecer visão útil ou há intolerância ao seu uso e não é possível implantar anel intra-estromal.

O desenvolvimento tecnológico e o grande número de estudos para o entendimento e tratamento do ceratocone fez com aumentasse em número e complexidade as opções de tratamento do ceratocone. Neste caso a avaliação para o tratamento do mesmo deve ser feita por oftalmologista especialista em ceratocone para que as opções de tratamentos possam ser oferecidas no tempo certo para cada paciente.

Crosslinking

O crosslinking tem importante papel no tratamento preventivo da progressão do ceratocone, pois o procedimento padrão segundo seu protocolo oficial (Protocolo de Dresden) demonstrou que na maior parte dos casos há uma estabilização da ectasia corneana, impedindo assim o ceratocone de progredir. Em um percentual menor de casos há também uma pequena diminuição da curvatura maior da ectasia, de 1.5 a 2 dioptrias, mas é afirmado que esta manifestação não pode ser garantida que irá ocorrer. O procedimento consiste em fazer uma raspagem removendo parte do epitélio corneano central e logo em seguida a aplicação de riboflavina em gotas sob uma luz ultravioleta, com exposição controlada. (vídeo 2)

Vídeo 2: Crosslinking

 

O resultado deste processo é a criação de mais ligações covalentes no estroma o que aumenta a resistência mecânica da córnea. (Figura 5)

crosslinking

Fig.5: Crosslinking

 

Com isso, há menor chance de progressão do ceratocone pois a córnea torna-se mais resistente sem prejudicar a saúde ocular. O vídeo a seguir demonstra como uma córnea com ceratocone se comporta à deformação comparada com uma córnea normal ou pós crosslinking.(vídeo 3)

Vídeo 3: córnea pós-crosslinking

É importante ressaltar que o Crosslinking está indicado apenas se houver progressão do ceratocone em 6 meses. Dados como a ceratometria e a refração do paciente são comparados neste período para avaliar a necessidade do Crosslinking. Os maiores beneficiários são geralmente os pacientes que apresentam estágios leves a moderados do ceratocone, pois torna-se possível manter a qualidade de visão corrigida sem outros procedimentos mais invasivos.

Implante de Anel Intra-estromal corneano

O implante de anel intra-estromal é uma das modalidades de tratamentos com objetivo de melhorar a visão de pacientes com ceratocone, pois proporciona uma melhor regularidade da superfície corneana e assim, uma melhor acuidade visual.(Figura 6)

anel estromal

Fig. 6: Anel Intra-estromal

 

O implante pode ocasionalmente melhorar a visão mas em grande parte dos casos uma correção visual é ainda necessária. Às vezes, os óculos podem ajudar, mas geralmente há a necessidade de adaptar lentes de contato.(Figura 7)
Os segmentos de anéis intra-estromais foram desenvolvidos inicialmente no Instituto Barraquier com o nome de Intacs para controle e redução da miopia. No Brasil, durante a década de 90 foi desenvolvido um protótipo com diferentes nomogramas para o tratamento do ceratocone, chamada técnica do Anel de Ferrara. Tempos depois outros fabricantes criaram suas versões chamadas Corneal Rings e Kerarings com diferentes desenhos.
Atualmente há um aprimoramento da técnica que pode ser feita utilizando a tecnologia do femtosecond laser para produzir os dutos nos quais os segmentos do anel serão inseridos. A finalidade é gerar dutos com profundidade e tamanho precisos para a obtenção de melhores resultados.

 

Anel intra-estromal implantado

Fig. 7: Anel intra-estromal implantado

 

Transplante de Córnea

O transplante de córnea é uma cirurgia que consiste em substituir uma porção da córnea (doente) de um paciente por uma córnea saudável, a fim de melhorar a visão (finalidade óptica) ou corrigir perfurações oculares (transplante tectônico).
É indicado em casos de :
• Opacificação da córnea parcial ou total;
Ceratocone avançado onde o uso de óculos e lentes de contato não corrigem mais o astigmatismo irregular característico dessa doença;
• Perfuração da córnea, devido algum trauma ocular e ou úlcera corneana.

Em relação ao transplante de córnea, é inegável que os métodos e técnicas evoluiram muito do século XX para cá, passando pela utilização do femtosecond laser para realizar a preparação do botão doador e do leito receptor. Isso permite uma melhor cicatrização e um resultado com menor astigmatismo devido ao melhor encaixe de ambos. (Figura 8 e Vídeo 4)

Transplante de Córnea

Fig.8: Transplante de Córnea

O fato das técnicas de transplantes de córnea tornarem-se mais sofisticadas possibilitam melhores resultados na qualidade e no tempo de cicatrização, o que por sua vez proporciona uma superfície ocular mais harmônica e menos irregular oferecendo ao paciente uma melhor acuidade visual sem correção e com correção. (Figura 9)

Transplante de Córnea 2

Suturas do transplante de Córnea

                                               Vídeo 4: Transplante de Córnea

O mais recente avanço cirúrgico para o ceratocone em transplante é o refinamento da técnica de transplante de córnea de espessura parcial ou lamelar. Nesta cirurgia ocorre separação parcial do estroma e assim o cirurgião poderá retirar a parte afetada pelo ceratocone sem retirar o endotélio corneano (camada mais profunda da córnea).
As células endoteliais têm um papel extremamente importante em retirar excesso de água da córnea e manter sua transparência. Com o transplante tradicional a córnea receptora do paciente poderá reconhecer o botão do enxerto doador como um inimigo e rejeitar atacando-o como um invasor. Isso pode destruir as células endoteliais críticas que não se regeneram. Mesmo com a inexistência de rejeição estas células tendem a morrer algum tempo após o transplante de córnea tradicional e eventualmente a córnea pode tornar-se nublada perdendo a transparência e o transplante tem que ser refeito com uma nova córnea.
A técnica do transplante lamelar anterior profundo possibilita ao paciente manter o seu endotélio, permanecendo assim com suas células endoteliais e desta maneira a rejeição praticamente deixa de ser uma preocupação. Um enxerto feito com esta técnica deve ser apto a durar por toda a vida do paciente.

 

 

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

 Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista especialista ceratocone

Cirurgia Refrativa a laser

Cirurgia Refrativa ( correção a laser de miopia, hipermetropia e astigmatismo )

A Cirurgia Refrativa a laser é o precedimento cirúrgico para correção do “grau dos óculos” (miopia, astigmatismo e ou hipermetropia) feita por meio de um equipamento chamado Excimer Laser através do modo PRK ou do LASIK, dependendo da indicação para cada paciente. O uso do laser torna a cirurgia rápida e precisa permitindo o retorno em poucos dias às atividades sociais e profissionais. Aparelhos de última geração e a experiência do oftalmologista especialista em Cirurgia Refrativa, fazem com que a previsibilidade, a segurança e a estabilidade da cirurgia refrativa a laser tornem-se mais altas.

Cirurgia Refrativa

Cirurgia Refrativa a laser

Durante a cirurgia refrativa a movimentação do olho é monitorada por um sistema rastreador chamado Eye Traker, o qual faz com que o laser seja aplicado no local correto mesmo quando ocorrem pequenos movimentos oculares.
Antes de se submeter à cirurgia refrativa é necessário realizar um estudo completo do olho a ser operado com oftalmologista especialista em cirurgia refrativa: refração adequada, topografia e estudo de paquimetria da córnea, mapas paquimétricos e de superficial anterior e posterior da córnea, avaliação do cristalino, estado da retina, pressão intra-ocular, entre outros.
Alguns critérios devem ser respeitados para a indicação da cirurgia refrativa, como o exame do grau dos olhos ( miopia, astigmatismo e hipermetropia )estável por pelo menos 1 ano; idade minima de 21 anos; interrupção do uso de lentes de contato gelatinosa por pelo menos 1 semana e se forem rígidas por um mês; não estar grávida ou em fase de amamentação, e outros critérios técnicos que devem ser avaliados e discutidos com o oftalmologista especialista.

Renato Garcia

Renato Garcia

Portanto, para realização da cirurgia refrativa, um cuidadoso exame deve ser realizado pelo oftalmologista especialista em Cirurgia Refrativa e as devidas orientações e dúvidas esclarecidas, avaliando se o paciente está ou não apto para ser operado para preservar sua saúde ocular.

PRK (Ceratectomia Fotorrefrativa)

O PRK consiste em uma das modalidades da cirurgia refrativa em que a aplicação do laser ocorre diretamente sobre o tecido corneano superficial, o que levava a um pós operatório um pouco desconfortável e com tendência a uma cicatrização maior quando comparado ao LASIK. Com isso, no PRK a visão demora mais tempo para reperação completa.
Durante o PRK a energia do excimer laser vaporiza o tecido corneano, permitindo esculpir a córnea e modelar sua curvatura para eliminar a miopia, hipermetropia ou astigmatismo.
Na técnica do PRK o olho é anestesiado com gotas de colírio anestésico e um aparelho é colocado entre as pálpebras para impedir que se pisque durante a cirurgia. Em seguida, o oftalmologista remove o epitélio, uma fina camada que recobre a córnea. Durante o PRK, deve-se olhar para a luz do Excimer para o laser ser aplicado e remodelar a forma da córnea. Terminada a aplicação do laser do PRK, o oftalmologista põe uma lente de contato terapêutica sobre a cornea operada, que será removida dentro de 2 a 5 dias.
Alguns pacientes poderão apresentar, no pós-operatório do PRK, embaçamento da visão por um período que varia de 1 a 15 dias e certo desconforto, até que o epitélio cicatrize e recubra a área tratada. Geralmente, gotas de colírio e analgésicos ajudam a reduzir o desconforto do pós-operatório do PRK. O resultado visual alcançado é avaliado num período que varia de algumas semanas a 3 meses em média, de acordo com as características de cicatrização de cada pessoa.
Nos últimos anos tem sido frequente o uso de uma substância chamada mitomicina associada ao PRK, especialmente nos casos de graus mais altos de miopia, astigmatismos e hipermetropias que não podem ser operadas através do Lasik. Esses casos, até então eram contra-indicados e graças a essa associação (PRK com mitomicina) vem apresentando ótimos resultados.

LASIK (Laser Assisted In Situ Keratomileusis)

O LASIK consiste em outra modadelidade de cirurgia refrativa e seu nome deriva da abreviação do termo inglês “laser-assisted in situ keratomileusis”. O LASIK começou a ser utilizado em cirurgias refrativas na década de 90 e tornou-se uma das cirurgias mais realizadas em todo o mundo.
A técnica do LASIK difere da PRK porque corrige a visão agindo em uma das camadas internas, ao invés de atuar na superfície da cornea. Com isso, a melhora da visão ocorre mais rapidamente, geralmente em 24 horas.
Na técnica do LASIK, após o olho ter sido anestesiado com colírio, um aparelho é colocado entre as pálpebras para impedir que se pisque durante a cirurgia. Em seguida, um instrumento chamado microcerátomo realiza um corte muito delicado e preciso na superficie da córnea com a finalidade de levantar uma fina camada (lamela). Esta mesma etapa pode ser realizada com um outro tipo de laser chamado de Fentosecond Laser. Quando utilizamos o Fentosecond Laser em cirurgias refrativas, chamamos este procedimento de iLasik, ou seja todas as etapas da cirurgia são feitas à laser. Quando se utiliza os dois tipos de laser, o procedimento fica ainda mais seguro. Nos Estados Unidos a cirurgia refrativa realizada toda à laser (“bladeless”) é rotina há cerca de cinco anos.
Após a confecção da lamela deve-se olhar para a luz do Excimer para o laser ser aplicado e remodelar a forma da córnea. Por fim, a lamela é recolocada de volta ao lugar sem necessidade de pontos.



Lasik com microcerátomo e com femtosecond laser

Cirurgia Refrativa personalizada ou customizada
A Cirurgia Refrativa Personalizada é uma nova tecnologia desenvolvida para as Cirurgias Refrativas, tanto no PRK como no Lasik. Permite um tratamento mais preciso e personalizado para cada olho. Diferente do PRK ou Lasik convencional, a Cirurgia Refrativa personalizada varre pequenas imperfeições da superfície ocular, chamadas de aberrações. Portanto, o PRK personalizado e o Lasik personalizado superam o modo convencional, pois diminuem as queixas noturnas e em ambientes de baixa luminosidade.

Distúrbios de visão noturna com sintomas de ofuscamento e halos em torno da luz podem ocorrer após a cirurgia refrativa convencional. Diversos estudos correlacionam os distúrbios de visão noturna com o aumento das aberrações oculares de alta ordem e ao fenômeno da dispersão da luz através da córnea operada.


Para criar o programa que irá orientar a Cirurgia Refrativa Personalizada baseada em frentes de onda, é necessário fazer um exame chamado Aberrometria que calcula as imperfeições e as irregularidades da córnea, assim tornando a cirurgia única para cada paciente.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista Especialista em Cirurgia Refrativa

Catarata

Catarata é a opacificação do cristalino(figura 1 e 2), uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e que se localiza dentro do olho (video 1).

Catarata total

Figura catarata 1

Catarata

Figura catarata 2

Quando o cristalino fica opaco, a imagem não se forma de maneira adequada na retina, e a pessoa queixa-se de que está com a visão borrada, como se houvesse uma névoa atrapalhando sua visão. (figura 3) A função do cristalino é focalizar a imagem dos objetos na retina.

Catarata

Figura catarata 3

 

A catarata aparece naturalmente nas pessoas com idade acima dos 55 anos, mas pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.
Muitas vezes o portador de catarata não percebe a piora da visão que pode ser de forma lenta e progressiva. É comum pessoas idosas modificarem seus hábitos de vida, ficando mais em suas casas e praticando menos atividade sociais por tornarem-se inseguros com a baixa de visão ocasionada pela catarata. Outros, por sua vez, subestimam a diminuição da visão e acabam sendo vítimas de acidentes como quedas, que podem ser trágicas para um idoso. Devemos, portanto, entender que não é normal um idoso enxergar menos só por conta da idade. Para isso, um exame  oftalmológico periódico pode proporcionar melhora na qualidade de vida através da preservação adequada da saúde ocular e detectando a catarata.

Não existem colírios para previnir catarata. A catarata senil faz parte do envelhecimento do cristalino. Apenas a proteção dos olhos contra raios solares atraves de lentes fotocromáticas (óculos escuro) podem postergar a opacificação do cristalino e ajudar na saúde ocular.
O oftalmologista especialista em cirurgia da catarata faz a cirurgia  removendo o cristalino opaco (catarata) através da técnica de faco-emulsificação ( FACO ) e implante de uma lente intra-ocular no lugar da catarata.

A Cirurgia de Catarata evoluiu muito ao longo dos anos. Antigamente, na cirurgia de catarata era  apenas retirado o cristalino opaco do paciente sem o implante da lente intra-ocular. A cirurgia era muito agressiva para o olho e o resultado alcançado muitas vezes não satisfatório. A segunda geração da técnica da cirurgia de catarata apresentou melhora expressiva. A catarata passou a ser retirada com técnica mais apurada através da facectomia extra-capsular (FEC), mas, mesmo assim, um corte considerável era feito no olho para retirada da catarata por inteiro. Nesta fase da cirurgia de catarata o implante da lente-intraocular passou a ser realizado com grande sucesso.
A partir do fim da década de 90 a cirurgia de catarata sofreu um grande avanço com o surgimento da facoemulsificação ( FACO ) que é realizada até os dias de hoje. Nesta nova era da cirurgia de catarata, a catarata, em vez de ser retirada por inteiro, é toda fragmentada (emulsificada), em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com uma ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultrassom e faz, simultaneamente, a emulsificação e a retirada, por meio de sucção dos fragmentos da catarata.(Figura 4) Após a retirada de toda a catarata, é implantada uma lente intra-ocular, que pode ser dobrável (flexível) ou não dobrável (rígida). Essa técnica de cirurgia de catarata é realizada através de uma pequena incisão de aproximadamente 3 mm, não sendo necessária sutura ao seu término, porque cicatriza rapidamente devido sua incisão auto-selante.(figura 5) (video 2 – Faco )

Catarata

Figura catarata 4

Catarata

Figura catarata 5

As lentes intra-oculares (LIO) são implantadas com o objetivo de substituir o cristalino humano que estava opaco em decorrência da catarata. As lentes atuais permitem a correção de outros problemas oculares além da catarata, como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e mais recentemente a presbiopia ou vista cansada.

Atualmente contamos com diversas opções de lentes intra-oculares, Basicamente as lentes intra-oculares se dividem em 2 grupos:

• Rígidas (não dobráveis): A lente intra-ocular rígida é uma lente de fabricação nacional de boa qualidade. Por suas características de rigidez, a abertura realizada nos olhos precisa ser aumentada de 3 para 7 mm. 
Este tipo de abertura não é auto-selante, com isso é obrigatória a realização de uma ou mais suturas no olho para manter a vedação. A opção por este tipo de lente intra-ocular permite que o paciente se recupere da catarata e possa enxergar de forma adequada.
Com os pontos no olho é normal que seja induzido  astigmatismo que torna maior o grau do óculos depois da cirurgia de catarata. Vale a pena ressaltar que quanto maior a abertura realizada no olho, maior o risco de infecções e mais demorado é o tempo de recuperação pós-operatório.

• Flexíveis (dobráveis): O material desta lente inta-ocular é um tipo de acrílico flexível desenvolvido nos Estados Unidos que permite que, possa ser dobrada e injetada no olho através de um instrumento semelhante a uma caneta de ponta fina, pela abertura de 3 mm na borda da córnea inicialmente feita no processo da faço-emulsificação, não necessitando a ampliação dessa incisão. Como esta abertura tem um tamanho realmente microscópico, ela é auto-selante e não necessita de suturas (pontos) na córnea. Com este tipo de lente intra-ocular a cirurgia de catarata e a recuperação são ainda mais rápidas e melhor para a saúde ocular.
A lente intra-ocular pode ainde ser classificada em peça única e rígida, peça única e dobrável ou ainda formada por três peça.
As dobráveis são consideradas as melhores, porque podem ser introduzidas através de uma mínima incisão de 3mm de largura. As lentes intra-oculares dobráveis permitem ao oftalmologista reduzir o tamanho da incisão (Figura 6). Uma incisão pequena, combinada a uma LIO dobrável, pode fornecer muitas vantagens em relação às técnicas mais antigas, que utilizavam incisões maiores.

Catarata

Figura catarata 6

 

As lentes intra-oculares alem de poderem ser tóricas, ou seja corrigem o astigmatismo, ainda são divididas quanto ao foco.

Monofocais: proporcionam visão monofocal como o próprio nome diz. Uma lente intra-ocular monofocal utiliza o princípio da refração, ou seja, ela direciona os raios de luz até um ponto focal. Este processo proporciona visão nítida apenas para uma única distância, sendo necessário o uso de lentes corretivas, como óculos, para se ter uma boa visão de perto, intermediária e de longe, simultaneamente.

Multifocais: As lentes intra-oculares multifocais proporcionam uma visão de longe e de perto com menor dependência aos óculos após a cirurgia de catarata. No entanto, não são recomendadas para todos os casos (Figura  7).

Catarata

Figura catarata 7

Um grande avanço da tecnologia são as lentes intra-oculares de coloração amarela (Figura 7) com propriedades filtrantes, que protegem contra os raios UV invisíveis e os raios azuis visíveis, ajudando a prevenir outros tipos de doenças oculares como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

 

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata