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Plástica Ocular

Oculoplástica

Você conhece a subespecialidade oftalmológica chamada plástica ocular?

A Plástica Ocular, também conhecida como oculoplástica, é uma subespecialidade da oftalmologia  que cuida da região peri-ocular e frontal da face. Trata de problemas relacionados às pálpebras, vias lacrimais e órbita.

Oculoplástica

Plástica Ocular

Subdivide-se em dois segmentos:

  • Plástica Restauradora: 

Especializada na correção do mau posicionamento das pálpebras e dos cílios, reconstituição cirúrgica de pálpebras traumatizadas, desobstrução das vias lacrimais, tratamento e remoção de tumores palpebrais e ptose palpebral( pálpebra caída ).

  • Plástica Estética:

Dedicada a retirada do excesso de pele e bolsas de gordura nas pálpebras superiores e inferiores, alem da correção de ptoses leves. A cirurgia estética das pálpebras tem como objetivo valorizar e rejuvenescer o olhar. A blefaropastia (retirada do excesso de pele da pálpebra) é a cirurgia plástica mais  comum da face.

Mais informações

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista  –  Oculoplástica

Oftalmologista Bradesco Saúde

O Centro de Atendimento Médico Especializado Garcia (CAMEG) localiza-se na Rua Teixeira da Silva, n. 34, cj 83, no bairro do Paraíso – São Paulo – SP. O CAMEG encontra-se na região central de São Paulo, no espigão da Paulista, próximo aos metros Brigadeiro e Paraíso. Realizamos atendimentos com oftalmologista e exames oftalmológicos através do plano de saúde Bradesco Saúde.

 

Oftalmologista Bradesco Saúde

Oftalmologista

Dispomos de aparelhagem completa para diversos exames oftalmológicos, como  ceratoscopia computadorizada, paquimetria ultrassônica, biometria, mapeamento de retina, tonometria, gonioscopia, entre outros.

 

 

Dr. Renato Garcia – CRM SP 109092

Médico – Oftalmologista – Bradesco Saúde

 

 

Plástica Ocular

A Plástica Ocular, também conhecida como oculoplástica, é uma subespecialidade da oftalmologia  que cuida da região peri-ocular e frontal, no terço superior da face. Trata de problemas relacionados com às pálpebras, vias lacrimais e órbita. Subdivide-se em dois segmentos:

Plástica Restauradora
: especializada na correção do mau posicionamento das pálpebras e dos cílios, reconstituição cirúrgica de pálpebras traumatizadas, desobstrução das vias lacrimais, tratamento e remoção de tumores palpebrais, tratamento do xantelasmas( manchas amarelas nas pálpebras ) e ptose( pálpebra caída ).

Plástica Estética: dedicada a cirurgias para retirada do excesso de pele e bolsas de gordura nas pálpebras superiores e inferiores, alem da correção de ptoses leves. A cirurgia estética das pálpebras tem como objetivo valorizar e rejuvenescer o olhar, corrigindo os efeitos do envelhecimento palpebral,  uma vez que estas são responsáveis pelo olhar cansado. A blefaropastia (retirada do excesso de pele da pálpebra) é a cirurgia plástica mais comum da face. Quando bem indicada, com exames pré-operatórios, incluindo os oftalmológicos e avaliação do especialista em plástica ocular, as chances de complicações são raras. 
Há, ainda, tratamentos pouco invasivos para embelezar homens e mulheres no combate dos sinais de envelhecimento da face, como as rugas e a flacidez. Dentre as várias técnicas utilizadas pela medicina estética da face a toxina botulínica ( botox ) tem grande importância, sendo muito segura na manutenção da saúde ocular.

 

Blefaroplastia

A plástica das pálpebras, chamada blefaroplastia, é uma cirurgia destinada a remover as bolsas gordurosas palpebrais junto com o excesso de pele e eventualmente de músculo, das pálpebras superiores e inferiores. A blefaroplastia não corrige os “pés-de-galinha” (excesso de pele na lateral da órbita) ao redor de seus olhos, nem levanta a sobrancelha caída. Outros procedimentos podem ser associados para corrigir tais aspectos. A plástica das pálpebras pode melhorar significativamente a face, suavizando a expressão e conferindo um ar mais rejuvenescido e descansado. A blefaroplastia é indicada para homens e mulheres que se encontram em boa condição de saúde, psicologicamente equilibrados e com expectativas realistas em relação à cirurgia. O tratamento cirúrgico, na maioria das vezes, é feito através de cortes no sulco da pálpebra superior e na linha logo abaixo dos cílios na pálpebra inferior, com pequenas extensões laterais acompanhando rugas naturais já existentes. (Figura Blefaro1; Vídeo blefaroplastia)

blefaroplastia

Figura Blefaroplastia 1

 

A pele e músculo excedentes são retirados e a gordura herniada é tratada. No final, a pele é suturada e se acomoda a nova estrutura. (Figura 2)

blefaroplastia

Figura Blefaroplastia 2

Nessa cirurgia, a anestesia é  local com um anestesista propiciando uma sedação para conforto do paciente.

Existe ainda a possibilidade de se realizar a blefaroplastia inferior via transconjuntival para retirada das bolsas de gordura, ou seja sem a necessidade de incisões na pele. (Figura 3; Vídeo blefaroplastia)

blefaroplastia

Figura Blefaroplastia 3

Botox

Também conhecida popularmente como BOTOX ®, um dos seus nomes comerciais mais usados, a toxina botulínica age no músculo levando à sua paralisação, suavizando as rugas de expressão da pele.(figura 1)

Botox

Botox

É um procedimento minimamente invasivo e seus resultados aparecem em 48 horas. As áreas para o uso do botox são as rugas entre as sobrancelhas, as linhas horizontais da testa e as linhas de expressão que surgem ao redor dos olhos ( “pés-de-galinha”).(Figura 2) O botox é excelente para complementar a Blefaroplastia e o Laser de CO2. O tratamento pode ser realizado em todas as idades e em homens e mulheres.

Botox antex

Botox entre as sobrancelhas antes

Botox depois

Botox entre as sobrancelhas depois

botox testa

Botox rugas horizontais frontais antes

Botox testa

Botox rugas horizontais frontais depois

Botox rugas perioculares

Botox em rugas peri-oculares antes

Botox pés de galinha

Botox em rugas peri-oculares depois

Botox homem

Botox em rugas verticais entre as sobrancelhas de homem “antes”

Botox homem

Botox em rugas verticais entre as sobrancelhas de homem “depois”

 

 

Blefaroespasmo

Blefaroespasmo é uma afecção adquirida das pálpebras caracterizadas por contrações involuntárias  dos músculos ao redor dos olhos. Deve ser diferenciado da mioquimia que é um tremor palpebral sem fazer com que a pessoa pisque. Em geral é bilateral e ocorre com maior freqüência em mulheres acima de 50 anos. Com o tempo há  aumento da freqüência de piscar podendo levar à cegueira funcional.(Vídeo de Blefaroespasmo)

O tratamento do blefaroespasmo é clínico e se dá através da aplicação da toxina botulínica (Botox), nos músculos ao redor dos olhos que são afetados. Novas aplicações  devem ser repetidas de 5 em 5 meses.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista – Plástica das pálpebras ( Plástica Ocular )

Pálpebra caída

Pálpebra caída

A  queda da pálpebra superior, também chamada de ptose palpebral, podendo ser de origem congênita ou adquirida. O normal é que a pálpebra superior cubra apenas de 1 a 2 mm da porção superior da córnea. A pálpebra caída, além do comprometimento estético, pode diminuir o campo de visão. Veja os exemplos abaixo:

ptose da pálpebra

Pálpebra caída

ptose palpebral

Pálpebra caída

A sintomatologia irá depender da intensidade da queda da pálpebra:

– Assintomática

– Dificuldade visual

– Peso sobre os olhos

– Posição anômala de cabeça

– Ambliopia ou olho preguiçoso

Muitas vezes o paciente, de forma inconsciente, tenta compensar a queda da pálpebra por meio da contração da musculatura frontal elevando os supercílios e produzindo sulcos horizontais na fronte(testa). Se você acha que pode ter pálpebra caída, compare uma foto recente com outra de 10 a 20 anos atrás e você poderá ver a diferença da posição palpebral.

Causas da pálpebra caída:

Ptose Palpebral Congênita

ptose palpebral congênita é aquela onde a criança já nasce com a pálpebra caída e, em geral é causada por uma distrofia do músculo elevador da pálpebra, ou por uma paralisia do nervo. A ptose palpebral congênita pode impedir a função visual quando a pálpebra fica abaixo da pupila. A cirurgia pode ser realizada no bebê, caso fique comprovado o comprometimento visual ou quando os pais percebem que a criança tem limitações na posição da cabeça ou mau desenvolvimento social e escolar.

Ptose Palpebral Adquirida

ptose palpebral adquirida é aquela onde a queda da pálpebra ocorre após o nascimento, podendo ser originária de várias causas como:

            

                  Involucional ou senil: Ocorre principalmente a partir dos 60 anos de idade. Resulta da desinserção do tendão do músculo elevador da pálpebra superior da face anterior do tarso. A função do músculo elevador é boa e a prega palpebral encontra-se alta. Esse tipo de pálpebra caída pode ocorrer em pacientes mais jovens após traumas ou cirurgias oculares, quando também pode ocorrer desinserção do músculo elevador da pálpebra.

                 Miopatias: miopati mitocondrial, miastenia grave, distrofia miotônica.

                 Origem neurogênica: paralisia do III par por AVC ou traumatismo crâniano

                 Trauma palpebral ou de órbita

                 Causa mecânica: tumores ou cicatrizes em conjuntivas

Existe ainda uma condição considerada pseudoptose e pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais freqüente nos pacientes acima de 50 anos. Ocorre pelo excesso de pele nas pálpebras (que se chama dermatocálase) que promove um aumento de peso nas pálpebras superiores causando diminuição do campo visual superior e lateral, o que interfere na qualidade da visão.

Tratamento da ptose palpebral

Os tratamento na maioria dos casos são cirúrgicos. O tratamento cirúrgico da pálpebra caída pode ser por motivos estéticos(Figura ptose 1 e 2) e ou funcionais, quando há interferência na visão do paciente.

ptose da pálpebra

Pálpebra caída antes da cirurgia

pós operatório de correção de ptose

Após cirurgia para corrigir a pálpebra caída

Na ptose palpebral congênita a cirurgia deve ser realizada precocemente quando existir risco de ambliopia devido à queda da pálpebra acentuada.

Existem várias técnicas para a correção cirúrgica da pálpebra caída. Deve-se também avaliar a função do músculo elevador da pálpebra e do músculo frontal, assim como a posição da pálpebra ao se olhar para baixo, a posição da prega palpebral e outros sinais associados.

Normalmente o pós-operatório da correção da pálpebra caída é muito simples.

Um cuidado especial deve ser tomado quando da avaliação do fechamento palpebral pois em alguns casos o paciente pode apresentar fechamento incompleto das pálpebras devido a uma hipercorreção. Nesse caso fazem-se necessárias algumas medidas como remoção de sutura e massagens no pós-operatório.

No caso de ter havido hipocorreção, uma segunda cirurgia somente poderá ser indicada após decorridos seis meses.

correção cirúrgica da pálpebra caída estará contra-indicada nos casos onde a ptose possa ser transitória, como por exemplo quando ela deriva de certas doenças sistêmicas. Nesses casos a doença sistêmica sim, é que de fato deve ser clinicamente tratada.

pálpebra caída tambem pode ocorrer após uso proongado de lentes de contato, por possível inflamação do músculo elevador da pálpebra superior. Nestes casos, a interrupção do uso da lente de contato por um grande período é a melhor forma de tratamento. Casa não melhore, lançamos mão do tratamento cirúrgico.

Frequentemente a pálpebra caída acompanha os casos de excesso de pele nas pálpebras e deverão ser corrigidas no momento da blefaroplastia pelo oftalmologista Especialista em Cirurgia Plástica Ocular ou Oculoplastia que é o profissional que melhor conhece a anatomia e o funcionamento das pálpebras para preservar a saúde ocular.

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista – Tratamento da ptose palpebral

Tratamento do ceratocone

Tratamento do ceratocone

O tratamento do ceratocone ganhou grande destaque nos últimos anos. Novas lentes de contato com materiais e curvaturas mais sofisticados permitiram atingir maior qualidade de visão. O desenvolvimento de novos modelos de anéis intra-estromais também permitiram ampliar as indicações de seu uso, beneficiando grande número de pacientes com ceratocone.

Tratamentos do Ceratocone

Fig 1: Tratamentos do Ceratocone

 

Destacam-se como tratamentos do ceratocone (fig 1):

– Estabilidade: crosslinking da córnea

– Visão: óculos, lentes de contato ( gelatinosas, rígidas de córnea e rígidas escalareis), implante de anel estromal e transplante de córnea ( lamelares e penetrantes )

O importante, no tratamento do ceratocone, é a busca da estabilidade e da melhor visão do paciente simultaneamente, como ilustra a figura abaixo (fig 2).

Tratamento do ceratocone

Fig 2: Tratamento do Ceratocone

 

Na fase inicial do ceratocone a troca de óculos ocorre com maior freqüência e se eles não são capazes de melhorar a visão pode-se adaptar lentes de contato. As lentes de contato rígidas apresentam a características de fornecerem a melhor visão aos pacientes com ceratocone. Recentemente foram lançadas lentes de contato gelatinosas e lentes esclerais apropriadas para o tratamento do ceratocone.
Quando o uso da lente de contato já não é mais satisfatória, pode-se avaliar a possibilidade de implante de anel intra-estromal, cujo objetivo é aplanar novamente a área central corneana. Isso permite ao paciente com ceratocone voltar a usar a lente de contato e em alguns casos apenas óculos.

A grande conquista no tratamento do ceratocone é a possibilidade de interromper sua progressão através de um procedimento chamado de crosslinking da córnea. O transplante de córnea é a última opção de tratamento do ceratocone, quando as lentes de contato não tem mais condições de fornecer visão útil ou há intolerância ao seu uso e não é possível implantar anel intra-estromal.

O desenvolvimento tecnológico e o grande número de estudos para o entendimento e tratamento do ceratocone fez com aumentasse em número e complexidade as opções de tratamento do ceratocone. Neste caso a avaliação para o tratamento do mesmo deve ser feita por oftalmologista especialista em ceratocone para que as opções de tratamentos possam ser oferecidas no tempo certo para cada paciente.

Crosslinking

crosslinking da córnea tem importante papel no tratamento do ceratocone, pois previne sua progressão. Em um percentual menor de casos há também uma pequena diminuição da curvatura da córnea. O procedimento consiste em fazer uma raspagem, removendo parte do epitélio corneano central seguida de aplicação de riboflavina em gotas. A seguir irradia-se a córnea com luz ultravioleta, com exposição e tempo controlados. (vídeo 1)

Vídeo 1: Crosslinking

O resultado desta modalidade de tratamento do ceratocone é a criação de mais ligações covalentes no estroma o que aumenta a resistência mecânica da córnea. (Figura 3)

crosslinking

Fig.3: Crosslinking

Com isso, há menor chance de progressão do ceratocone pois a córnea torna-se mais resistente sem prejudicar a saúde ocular. O vídeo a seguir demonstra como uma córnea com ceratocone se comporta à deformação comparada com uma córnea normal ou pós crosslinking.(vídeo 2)

Vídeo 2: córnea pós-crosslinking

É importante ressaltar que o tratamento do ceratocone com o  Crosslinking está indicado apenas se houver progressão do ceratocone em 6 meses. Dados como a ceratometria e a refração do paciente são comparados neste período para avaliar a necessidade do Crosslinking. Os maiores beneficiários são os pacientes que apresentam estágios leves a moderados do ceratocone, pois torna-se possível manter a qualidade de visão corrigida sem outros procedimentos mais invasivos.

Implante de Anel Intra-estromal corneano

O implante de anel intra-estromal é outra modalidade de tratamento do ceratocone, com objetivo de melhorar a visão do paciente com ceratocone, pois proporciona uma melhor regularidade da superfície da córnea. (Figura 4)

Anel de Ferrara

Fig 4: Anel Intra-Estromal

O implante do anel pode ocasionalmente melhorar a visão mas em grande parte dos casos uma correção visual adicional pode ser necessária. Às vezes, o óculos podem ajudar, mas geralmente há a necessidade de adaptar lente de contato.(Figura 5)
Os segmentos de anéis intra-estromais foram desenvolvidos inicialmente no Instituto Barraquier com o nome de Intacs para controle e redução da miopia. No Brasil, na década de 90 foi desenvolvido um protótipo com diferentes nomogramas para o tratamento do ceratocone, chamada técnica do Anel de Ferrara. Tempos depois outros fabricantes criaram suas versões chamadas Corneal Rings e Kerarings com diferentes desenhos para o tratamento do ceratocone.
Atualmente o implante do anel intra-estromal pode ser realizado com a tecnologia do laser de femtosegundo, o que torna o procedimento mais preciso e seguro. 

Anel de Ferrara

Fig 5:  Anel Intra-Estromal

Transplante de Córnea

O transplante de córnea é uma cirurgia que consiste em substituir uma porção da córnea (doente) de um paciente por uma córnea saudável, a fim de melhorar a visão (finalidade óptica) ou corrigir perfurações oculares (transplante tectônico).
É indicado em casos de :
• Opacificação da córnea parcial ou total;
• Ceratocone avançado onde o uso de óculos e lentes de contato não corrigem mais o astigmatismo irregular característico dessa doença;
• Perfuração da córnea, devido algum trauma ocular e ou úlcera corneana.

Dessa forma, o transplante de córnea pode ser usado como forma de tratamento de ceratocone quando as demais técnicas, já descritas, não forem eficazes.

Em relação ao transplante de córnea, é inegável que os métodos e técnicas evoluiram muito, passando pela utilização do femtosecond laser para realizar a preparação do botão doador e do leito receptor. Isso permite uma melhor cicatrização e um resultado com menor astigmatismo residual devido ao melhor encaixe de ambos. (Figura 6 e Vídeo 3)

Transplante de Córnea

Fig.6: Transplante de Córnea

O fato das técnicas de transplantes de córnea tornarem-se mais sofisticadas possibilitam melhores resultados na qualidade e no tempo de cicatrização, o que por sua vez proporciona uma superfície ocular mais harmônica e menos irregular oferecendo ao paciente melhor acuidade visual. (Figura 7)

Transplante de Córnea 2

Fig. 7: Suturas do transplante de Córnea

                                               Vídeo 3: Transplante de Córnea

O refinamento nas técnicas de transplante de córnea para o tratamento do ceratocone permitiu o desenvolvimento  do transplante de córnea de espessura parcial ou lamelar. Nesta cirurgia ocorre separação parcial do estroma e assim o cirurgião pode retirar a parte da córnea afetada pelo ceratocone sem remover o endotélio da córnea (camada mais profunda da córnea).
As células endoteliais têm um papel extremamente importante em retirar excesso de água da córnea e manter sua transparência. No transplante tradicional o endotélio da córnea doadora sofre maior dano, podendo comprometer o resultado final.  A técnica de transplante lamelar anterior profundo possibilita ao paciente manter o seu endotélio, sedo considerada a técnica de transplante de córnea ideal para o tratamento do ceratocone.

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista  –  Tratamento do Ceratocone

sábado

O Centro de Atendimento Médico Especializado Garcia ( CAMEG) está localizado na Rua Teixeira da Silva, 34, cj 83 a 50 mts do metrô Brigadeiro. Presta atendimento nas especialidades de oftalmologia e otorrinolaringologia. Os horários de atendimentos são de segunda à sexta das 8:00 hs às 19:00 e aos sábados das 8:30 às 12:00.

CAMEG
Centro de Atendimento Médico Especializado Garcia

Especialidades:

  • Oftalmologia: córnea, catarata, retina, estrabismo, neuro-oftalmologia, plástica ocular, vias lacrimais e glaucoma
  • Otorrinolaringologia

 

Corpo Clínico de especialistas:

  • Oftalmologista: Dr. Renato Garcia    CRM 109092   ;   Ana Claudia Franco Suzuki CRM 144222
  • Dr. Eduardo Garcia    CRM   127022

 

 

Rua Teixeira da Silva, 34 Cj. 83  – Paraíso – Vila Mariana – São Paulo -SP
Telefone: (11) 3083-5249/4371-5259
A 50 metros da estação de metrô Brigadeiro.

Fácil acesso para Zona OesteCentro e Zona Sul

Horário de atendimento:

Segunda a Sexta: 8:00 as 19:00

Sábado: 8:30 às 12:00

Próximo à esquina com a Avenida Paulista
Email: renatgarc@gmail.com

Contato via facebook
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Atendimento aos Sábados

Catarata

Catarata total

Catarata

Catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura normalmente transparente que se parece com uma lente e  localiza-se dentro do olho.

Quando o cristalino fica opaco, a imagem não se forma  adequadamente na retina, e ocorre queixa de que  a visão está borrada, como se houvesse uma névoa.

Catarata

Visão com catarata

A catarata aparece naturalmente nas pessoas com idade acima dos 55 anos, mas pode ocorrer em recém-nascidos, pessoas diabéticas, pessoas tratadas com certos medicamentos como a cortisona, traumas oculares e outras situações.
Muitas vezes o portador de catarata não percebe a piora da visão que pode ser de forma lenta e progressiva. É comum pessoas idosas modificarem seus hábitos de vida, ficando mais em suas casas e praticando menos atividade sociais por tornarem-se inseguros com a baixa de visão ocasionada pela catarata. Outros, por sua vez, subestimam a diminuição da visão e acabam sendo vítimas de acidentes como quedas, que podem ser trágicas para um idoso. Devemos, portanto, entender que não é normal um idoso enxergar menos só por conta da idade. Para isso, um exame  oftalmológico periódico pode proporcionar melhora na qualidade de vida através da preservação adequada da saúde ocular,  detectando a catarata.

Catarata

Cirurgia de Catarata

O oftalmologista especialista em cirurgia da catarata faz a cirurgia  removendo o cristalino opaco (catarata) através da técnica de faco-emulsificação ( FACO ) e implante de uma lente intra-ocular no lugar da catarata.

 Leia mais sobre catarata

 

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata

Check-up oftalmológico

oftalmologista

Check-up oftalmológico: Prevenção é o melhor caminho para boa saúde ocular

 

Periodicamente, é necessário fazer uma análise completa da saúde de nossos olhos. Há várias doenças que se desenvolvem silenciosamente e quando diagnosticadas precocemente podem ser revertidas ou tratadas de forma eficaz.

As dificuldades de visão que se manifestam em diferentes fases da vida vão além das distorções refracionais e da catarata. Às vezes, podem instalar-se sem dar sinais, mas exames de rotina têm capacidade de detectá-los e monitorar seu desenvolvimento para que seja o menos impactante possível como, por exemplo, no glaucoma. Glaucoma é a causa do maior número de cegueiras irreversíveis no mundo e raramente dá sinais perceptíveis de sua evolução. O descolamento de retina é outra situação que não emite sinais prévios e quando aparece exige atendimento urgente sob o risco de perda irreversível de visão.

O ideal é definir uma época do ano para realizar os exames de rotina no oftalmologista (check up) e acompanhar com tranquilidade a evolução da saúde ocular .

A primeira avaliação deve ocorrer ainda na maternidade, com o teste do olhinho. Este teste é feito para descartar a existência de qualquer fator de obstrução à passagem da luz, como ocorre na catarata congênita, etc.

Antes de completar um ano, a criança deve visitar o oftalmologista para avaliar se apresenta estrabismo e erros de refração.

Se os exames estiverem normais, um retorno ao oftalmologista a cada ano é suficiente. Caso a criança for usuária de óculos ou apresentar alguma outra irregularidade, o ideal é visitar o oftalmologista a cada seis meses.

Entre os 13 e os 30 anos de idade, a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo são frequentes. A manifestação de irregularidades visuais como o ceratocone, irregularidade não-inflamatória que altera o formato da córnea e gera dificuldades para enxergar, também é comum nesta fase da vida, devendo ser acompanhado de perto pelo oftalmologista.

Quando chegam os 40 anos de idade, a visita ao oftalmologista deve-se, principalmente, à dificuldade para perto, chamada de presbiopia, a popular vista cansada.

Aos 60 anos o diagnóstico de catarata é um risco real de cegueira, porém reversível a partir de uma cirurgia que consiste no implante de lentes intraoculares que permitem o retorno de boa visão. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a cada ano, cerca de 600 mil brasileiros, recebem um diagnóstico de catarata. Além da catarata, o glaucoma e a DMRI (degeneração macular relacionada à idade) são outras causas de cegueira que geralmente aparecem com maior frequência nesta faixa etária.

Portanto, o check-up oftalmológico não é apenas um conjunto de exames, e sim  uma avaliação da saúde ocular global do indivíduo, das peculiaridades de seu trabalho (computador, ar condicionado), seu estilo de vida(esportes, lentes de contato) e seus fatores de risco (diabetes, glaucoma), com objetivo de bem-estar e promoção da saúde ocular.

 

 

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Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Oftalmologista 

Ptose palpebral

Ptose Palpebral

A ptose palpebral é a queda da pálpebra superior, podendo ser de origem congênita ou adquirida. O normal é que a pálpebra superior cubra apenas de 1 a 2 mm da porção superior da córnea. A queda ou ptose da pálpebra, além do comprometimento estético, pode diminuir o campo de visão. Veja os exemplos abaixo:

ptose da pálpebra

Ptose palpebral

ptose palpebral

Ptose da pálpebra

 

A sintomatologia irá depender da intensidade da queda da pálpebra:

– Assintomática

– Dificuldade visual

– Peso sobre os olhos

– Posição anômala de cabeça

– Ambliopia ou olho preguiçoso

 

Muitas vezes o paciente, de forma inconsciente, tenta compensar a queda da pálpebra por meio da contração da musculatura frontal elevando os supercílios e produzindo sulcos horizontais na fronte(testa). Se você acha que pode ter ptose, compare uma foto recente com outra de 10 a 20 anos atrás e você poderá ver a diferença da posição palpebral.

Causas da ptose palpebral:

Ptose Palpebral Congênita

A ptose palpebral congênita é aquela onde a criança já nasce com a ptose e, em geral é causada por uma distrofia do músculo elevador da pálpebra, ou por uma paralisia do nervo. A ptose palpebral congênita pode impedir a função visual quando a pálpebra fica abaixo da pupila. A cirurgia pode ser realizada no bebê, caso fique comprovado o comprometimento visual ou quando os pais percebem que a criança tem limitações na posição da cabeça ou mau desenvolvimento social e escolar.

 

Ptose Palpebral Adquirida

A ptose palpebral adquirida é aquela onde a queda da pálpebra ocorre após o nascimento, podendo ser originária de várias causas como:

            

                  Involucional ou senil: Ocorre principalmente a partir dos 60 anos de idade. Resulta da desinserção do tendão do músculo elevador da pálpebra superior da face anterior do tarso. A função do músculo elevador é boa e a prega palpebral encontra-se alta. Esse tipo de ptose palpebral pode ocorrer em pacientes mais jovens após traumas ou cirurgias oculares, quando também pode ocorrer desinserção do músculo elevador da pálpebra.

                 Miopatias: miopati mitocondrial, miastenia grave, distrofia miotônica.

                 Origem neurogênica: paralisia do III par por AVC ou traumatismo crâniano

                 Trauma palpebral ou de órbita

                 Causa mecânica: tumores ou cicatrizes em conjuntivas

Existe ainda uma condição considerada pseudoptose e pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais freqüente nos pacientes acima de 50 anos. Ocorre pelo excesso de pele nas pálpebras (que se chama dermatocálase) que promove um aumento de peso nas pálpebras superiores causando diminuição do campo visual superior e lateral, o que interfere na qualidade da visão.

 

Tratamento da ptose palpebral

O tratamento, na maioria dos casos, é cirúrgico. O tratamento cirúrgico da ptose palpebral pode ser por motivos estéticos(Figura ptose 1 e 2) e ou funcionais, quando há interferência na visão do paciente.

ptose da pálpebra

Ptose antes da cirurgia

pós operatório de correção de ptose

Após cirurgia para corrigir a ptose palpebral

 

Na ptose palpebral congênita a cirurgia deve ser realizada precocemente quando existir risco de ambliopia devido à queda da pálpebra acentuada.

Existem várias técnicas para a correção cirúrgica da ptose palpebral. Deve-se também avaliar a função do músculo elevador da pálpebra e do músculo frontal, assim como a posição da pálpebra ao se olhar para baixo, a posição da prega palpebral e outros sinais associados.

Normalmente o pós-operatório da correção da ptose pálpebral é muito simples.

Um cuidado especial deve ser tomado quando da avaliação do fechamento palpebral pois em alguns casos o paciente pode apresentar fechamento incompleto das pálpebras devido a uma hipercorreção. Nesse caso fazem-se necessárias algumas medidas como remoção de sutura e massagens no pós-operatório.

No caso de ter havido hipocorreção, uma segunda cirurgia somente poderá ser indicada após decorridos seis meses.

A correção cirúrgica da ptose palpebral estará contra-indicada nos casos onde a ptose possa ser transitória, como por exemplo quando ela deriva de certas doenças sistêmicas. Nesses casos a doença sistêmica sim, é que de fato deve ser clinicamente tratada.

A ptose palpebral tambem pode ocorrer após uso proongado de lentes de contato, por possível inflamação do músculo elevador da pálpebra superior. Nestes casos, a interrupção do uso da lente de contato por um grande período é a melhor forma de tratamento. Casa não melhore, lançamos mão do tratamento cirúrgico.

Frequentemente a ptose palpebral acompanha os casos de excesso de pele nas pálpebras e deverão ser corrigidas no momento da blefaroplastia pelo oftalmologista Especialista em Cirurgia Plástica Ocular ou Oculoplastia que é o profissional que melhor conhece a anatomia e o funcionamento das pálpebras para preservar a saúde ocular.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista – Tratamento da ptose palpebral

Ceratocone

Ceratocone é uma doença da córnea de caráter progressivo e assimétrica. A córnea perde a forma esférica, tornando-se pontuda e cada vez mais fina na região do cone (vídeo 1). À medida que a córnea torna-se afilada e com topografia irregular, o paciente percebe redução da visão, que pode ser moderada ou avançada.

Video 1: ceratocone

Nenhuma teoria explica completamente os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone, mas sabe-se que se trata de uma doença degenerativa hereditária. Além disso, pacientes alérgicos com hábito de coçar os olhos tem mais chance de desenvolver ceratocone na adolescência. A coceira e a atopia estão presentes em cerca de 20% dos pacientes com ceratocone.

Muitas pessoas não percebem que tem ceratocone, pois este se inicia como miopia e ou astigmatismo, podendo ou não progredir para casos avançados. Freqüentemente ocorrem modificações no grau dos óculos e os pacientes relatam visão borrada com sombra ao lado das imagens (figura 1 e 2).

Ceratocone

Fig. 1: Visão normal

Ceratocone

Fig. 2: Visão borrada por ceratocone

O ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, por volta dos 16 anos e raramente se desenvolve após os 30 anos de idade. O ceratocone afeta homens e mulheres em igual proporção e em 90% dos casos afeta ambos os olhos.

O diagnóstico em sua fase inicial é bem difícil de ser feito, necessitando de exames oftalmológicos complementares, como a topografia e paquimetria corneana. Em estágios mais avançados, a topografia, ajuda a controlar a evolução do “cone”, bem como a paquimetria ultra-sônica que, mostra o seu afilamento. O exame oftalmológico deve ser anual ou semestral de acordo com a indicação do oftalmologista especialista em ceratocone. (Figura 3 e 4 )

ceratocone

Fig. 3: Afilamento da córnea

ceratocone

Fig. 4: Topografia Corneana

Tratamento do ceratocone:

Na fase inicial do ceratocone a troca de óculos ocorre com maior freqüência e se eles não são capazes de melhorar a visão pode-se adaptar lentes de contato. As lentes de contato rígidas apresentam a características de fornecerem a melhor visão aos pacientes com ceratocone. Recentemente foram lançadas lentes de contato gelatinosas e lentes esclerais apropriadas para o tratamento do ceratocone.
Quando o uso da lente de contato já não é mais satisfatória, pode-se avaliar a possibilidade de implante de anel intra-estromal, cujo objetivo é aplanar novamente a área central corneana. Isso permite ao paciente com ceratocone voltar a usar a lente de contato e em alguns casos apenas óculos.

A grande conquista no tratamento do ceratocone é a possibilidade de interromper sua progressão através de um procedimento chamado de crosslinking da córnea. O transplante de córnea é a última opção detratamento do ceratocone, quando as lentes de contato não tem mais condições de fornecer visão útil ou há intolerância ao seu uso e não é possível implantar anel intra-estromal.

O desenvolvimento tecnológico e o grande número de estudos para o entendimento e tratamento do ceratocone fez com aumentasse em número e complexidade as opções de tratamento do ceratocone. Neste caso a avaliação para o tratamento do mesmo deve ser feita por oftalmologista especialista em ceratocone para que as opções de tratamentos possam ser oferecidas no tempo certo para cada paciente.

Crosslinking

crosslinking da córnea tem importante papel no tratamento do ceratocone prevenindo sua progressão. Em um percentual menor de casos há também uma pequena diminuição da curvatura da córnea. O procedimento consiste em fazer uma raspagem, removendo parte do epitélio corneano central seguida de aplicação de riboflavina em gotas. A seguir irradia-se a córnea com luz ultravioleta, com exposição e tempo controlados. (vídeo 2)

Vídeo 2: Crosslinking

O resultado desta modalidade de tratamento do ceratocone é a criação de mais ligações covalentes no estroma o que aumenta a resistência mecânica da córnea. (Figura 5)

crosslinking

Fig.5: Crosslinking

Com isso, há menor chance de progressão do ceratocone pois a córnea torna-se mais resistente sem prejudicar a saúde ocular. O vídeo a seguir demonstra como uma córnea com ceratocone se comporta à deformação comparada com uma córnea normal ou pós crosslinking.(vídeo 3)

Vídeo 3: córnea pós-crosslinking

É importante ressaltar que o tratamento do ceratocone com o  Crosslinking está indicado apenas se houver progressão do ceratocone em 6 meses. Dados como a ceratometria e a refração do paciente são comparados neste período para avaliar a necessidade do Crosslinking. Os maiores beneficiários são os pacientes que apresentam estágios leves a moderados do ceratocone, pois torna-se possível manter a qualidade de visão corrigida sem outros procedimentos mais invasivos.

Implante de Anel Intra-estromal corneano

O implante de anel intra-estromal é outra modalidade de tratamento do ceratocone, com objetivo de melhorar a visão do paciente com ceratocone, pois proporciona uma melhor regularidade da superfície da córnea. (Figura 6)

Anel de Ferrara

Fig 6: Anel Intra-Estromal

O implante do anel pode ocasionalmente melhorar a visão mas em grande parte dos casos uma correção visual adicional pode ser necessária. Às vezes, o óculos podem ajudar, mas geralmente há a necessidade de adaptar lente de contato.(Figura 7)
Os segmentos de anéis intra-estromais foram desenvolvidos inicialmente no Instituto Barraquier com o nome de Intacs para controle e redução da miopia. No Brasil, na década de 90 foi desenvolvido um protótipo com diferentes nomogramas para o tratamento do ceratocone, chamada técnica do Anel de Ferrara. Tempos depois outros fabricantes criaram suas versões chamadas Corneal Rings e Kerarings com diferentes desenhos para o tratamento do ceratocone.
Atualmente o implante do anel intra-estromal pode ser realizado com a tecnologia do laser de femtosegundo, o que torna o procedimento mais preciso e seguro. 

Anel de Ferrara

Fig 7:  Anel Intra-Estromal

Transplante de Córnea

O transplante de córnea é uma cirurgia que consiste em substituir uma porção da córnea (doente) de um paciente por uma córnea saudável, a fim de melhorar a visão (finalidade óptica) ou corrigir perfurações oculares (transplante tectônico).
É indicado em casos de :
• Opacificação da córnea parcial ou total;
• Ceratocone avançado onde o uso de óculos e lentes de contato não corrigem mais o astigmatismo irregular característico dessa doença;
• Perfuração da córnea, devido algum trauma ocular e ou úlcera corneana.

Dessa forma, o transplante de córnea pode ser usado como forma de tratamento de ceratocone quando as demais técnicas, já descritas, não forem eficazes.

Em relação ao transplante de córnea, é inegável que os métodos e técnicas evoluiram muito, passando pela utilização do femtosecond laser para realizar a preparação do botão doador e do leito receptor. Isso permite uma melhor cicatrização e um resultado com menor astigmatismo residual devido ao melhor encaixe de ambos. (Figura 8 e Vídeo 4)

Transplante de Córnea

Fig.8: Transplante de Córnea

O fato das técnicas de transplantes de córnea tornarem-se mais sofisticadas possibilitam melhores resultados na qualidade e no tempo de cicatrização, o que por sua vez proporciona uma superfície ocular mais harmônica e menos irregular oferecendo ao paciente melhor acuidade visual. (Figura 9)

Transplante de Córnea 2

Fig.9: Suturas do transplante de Córnea

Vídeo 4: Transplante de Córnea

O refinamento nas técnicas de transplante de córnea para o tratamento d0 ceratocone permitiu o desenvolvimento  do transplante de córnea de espessura parcial ou lamelar. Nesta cirurgia ocorre separação parcial do estroma e assim o cirurgião pode retirar a parte da córnea afetada pelo ceratocone sem remover o endotélio da córnea (camada mais profunda da córnea).
As células endoteliais têm um papel extremamente importante em retirar excesso de água da córnea e manter sua transparência. No transplante tradicional o endotélio da córnea doadora sofre maior dano, podendo comprometer o resultado final.  A técnica de transplante lamelar anterior profundo possibilita ao paciente manter o seu endotélio, sedo considerada a técnica de transplante de córnea ideal para o tratamento do ceratocone.

 

 

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

 Dr. Renato Garcia   CRM-SP 109092

Médico Oftalmologista – Ceratocone